Depois de passar por um processo de avaliação no final de outubro, 34 projetos foram inscritos no 1º Prêmio Amapá Design. Francisco Lobo, Paulo Ricardo e Cyntia Malaguti, designers conhecidos nacionalmente, foram os responsáveis pela triagem e julgamento dos trabalhos. O prêmio é dividido em duas categorias: artesanato e móveis. Os projetos vencedores e classificados serão expostos na Feira do Empreendedor do Amapá, que será realizada nos dias 18 a 21 de novembro, em Macapá.
O projeto Mesa Régia, de autoria de Déborah Cristina Silva, Rafael Rondon e André Lopes Pizzaro, foi o vencedor na categoria moveleiro. Rosângela Costa da Silva, autora do projeto Jogo Americano e Utensílios para Mesa de Jantar e Restaurantes, sagrou-se campeã na categoria de artesanato.
A iniciativa de premiar trabalhos de design tem como objetivo estimular os alunos da área no Amapá a criar projetos de mobiliário e artesanato com inovação e soluções práticas e eficazes. Para a designer Cyntia Malaguti, essa é uma oportunidade de fortalecer a relação do design com o turismo, conectando melhor a identidade do Estado ao seu espaço territorial.
“Um bom trabalho de design é o que diferencia uma empresa em meio a outras tantas em um mesmo segmento de mercado”, avalia Malaguti. Outra perspectiva seria contribuir na fixação de uma identidade cultural local na memória do visitante. Essa identidade cultural estaria presente na temática amazônica, aliada a um produto com uma linguagem estética polida e de bom trato final.
Devido à inserção de novas tecnologias na vida cotidiana, o design sofre influência da cibercultura e trabalha com as características exercidas sobre o indivíduo dos dias atuais. “As pessoas devem estar atentas a questões de comportamento. E é exatamente esse comportamento que será expresso no produto”, disse Chico Lobo. Para o designer, a temática ambiental e tecnológica são pontos iniciais para o desenvolvimento de projetos de produtos. O resto está ligado à cultura de cada região.
Critérios de avaliação
Dentre os critérios que foram avaliados pelos especialistas, está o potencial de desenvolvimento do produto e como ele pode ser inserido, da forma mais refinada possível, como produto acabado no mercado local. Chico Lobo avaliou projetos de artesanato elaborados a partir de uma tecnologia local, a cerâmica, a forma como ela é usada, com design e linguagem atual, e ao mesmo tempo com uma identidade local.
Em todos os projetos os especialistas também se preocuparam em avaliar a viabilidade do produto e sua colocação no mercado. “Fizemos recomendações de melhorias para alguns candidatos. Vamos chamá-los em algum momento para dizer: você foi premiado, mas para a viabilidade do produto é necessário que se deem outros passos”, destacou Cyntia Malaguti.
O propósito do Sebrae/AP ao dialogar com nomes importantes do design nacional é encontrar uma abordagem de design mais ampla, nacional, além de obter uma opinião externa sobre o que se produz no mercado local. “Esse prêmio é uma oportunidade para o setor hoteleiro observar o que se produz no mercado local e conectar-se com o setor produtivo de acordo com as suas demandas”, ponderou o designer Chico Lobo.







