Crise dos cartões não afeta Lula

Em: 19 de fevereiro de 2008
Pesquisa foi divulgada na segunda-feira e mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua em lata na opinião dos entrevistados pela CNT/Sensus em cinco regiões do país.
Pesquisa foi divulgada na segunda-feira e mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua em lata na opinião dos entrevistados pela CNT/Sensus em cinco regiões do país.

A pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta segunda-feira, 18, mostrou que para 48% dos entrevistados o uso indevido de cartões corporativos no governo federal afeta a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se forem consideradas apenas as pessoas que têm acompanhado ou ouviram falar do tema, 74,9% consideram que o escândalo dos cartões afeta a imagem do presidente. Já para 13% dos entrevistados, a crise não afeta a imagem de Lula.
Questionado sobre a contradição entre as pessoas afirmarem que a crise afeta a imagem de Lula, ao mesmo tempo que a popularidade dele e do governo atingiram os melhores níveis, desde 2003, o diretor da Sensus, Ricardo Guedes, explicou que essa crise não é determinante para a popularidade do presidente.
“Ela afeta, mas não é determinante para o presidente. Determinante é a economia”, afirmou Guedes, que não soube afirmar se na ausência dessa crise política Lula estaria com a popularidade ainda maior. “É difícil afirmar, mas a popularidade poderia estar mais alta”, disse.
A pesquisa mostrou ainda que 53,3% dos entrevistados manifestaram-se contra a manutenção do uso dos cartões corporativos, enquanto apenas 7% se disseram a favor e 2,2% a favor, desde que regido por normas.
Outro dado da pesquisa é que 45% dos entrevistados disseram que ministros e funcionários que usaram indevidamente os cartões deveriam perder o cargo e repor os gastos. Para 12,8%, deveriam somente repor os gastos. E para 3,2%, somente perder o cargo. Disseram que não devem nem perder o cargo nem repor o cargo, 1,4% dos entrevistados.
A avaliação positiva do governo de Luiz Inácio Lula da Silva subiu de 46,5% para 52,7% em janeiro, segundo a pesquisa. O valor é o maior desde janeiro de 2003. Ao mesmo tempo, a avaliação regular caiu de 35,9% para 32,5%, enquanto a negativa ficou em 13,7%.
Além disso, a aprovação de Lula cresceu para 66,8%, a melhor desde dezembro do mesmo ano. Segundo os dados, os rumos da economia e os programas sociais do governo explicam a popularidade do presidente. A desaprovação de Lula caiu, de 32,5% para 28,6%.
A pesquisa foi feita entre os dias 11 e 16 de fevereiro e entrevistou duas mil pessoas nas cinco regiões do país incluindo todas as faixas etárias e profissionais de várias setores da indústria e do comércio. A margem de erro é de três pontos porcentuais para cima ou para baixo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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