O Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) injetou, ontem, US$ 10.5 bilhões no sistema financeiro do país por intermédio de seu banco regional de Nova York, encarregado de realizar este tipo de operação.
A dívida adquirida ontem estava respaldada por títulos do tesouro (US$ 918 milhões) e de agências (US$ 8.335 bilhões) e por créditos hipotecários (US$ 1.247 bilhão).
A compra de instrumentos financeiros é a principal ferramenta do Federal Reserve para injetar liquidez no sistema e contribuir para manter as taxas de juros interbancária perto de sua meta, de 4,75%.
O mercado de hipotecas de risco continua a preocupar os investidores americanos. Na semana passada, o presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, disse que os mercados podem esperar mais inadimplência nos pagamentos e execuções de hipotecas de alto risco à medida que os compradores ficarem diante dos reajustes das taxas de juros.
O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, disse, também na semana passada, que o governo e o setor financeiro deveriam oferecer auxílio imediato aos proprietários de imóveis para refinanciarem suas hipotecas antes que sejam corrigidas por taxas muito elevadas.
“Apesar dos fundamentos econômicos sólidos, o declínio no setor imobiliário ainda está se desdobrando e vejo isso como o maior risco atualmente para a nossa economia”, disse. “Quanto mais os preços dos imóveis permanecerem estagnados ou em queda, maior o peso sobre nosso crescimento econômico futuro.”







