Um setor ainda longe da recuperação, assim o segmento de pequenas empresas é analisado de acordo com os números divulgados pela Jucea (Junta Comercial do Estado do Amazonas). As facilidades ofertadas aos empresários para a abertura de empresas têm sido atrativas, mas a crise e instabilidade política e econômica tem feito com que a extinção de empresas seja mais visível e até mais rápida. Em setembro de 2016 (data das últimas estadísticas da Junta) foram constituídas 336 empresas, contra 426 extinções. No mesmo mês em 2015, os números de constituições e extinções foram de 260 e 277, respectivamente.
E o ano de 2016, mesmo não terminadas as contagens, parece bastante fraco para a abertura de empresas ao se comprar os números anuais. Em 2015, 5091 novos negócios foram abertos e formalizados pela Jucea, contra as 3515 registradas em setembro último, explica o presidente da Junta, Carlos Souza. “Elencamos a crise econômica e a instabilidade política dos últimos meses, como fatores que causaram a queda na abertura de empresas e o fechamento de várias outras. Esses fatores têm inibido o empresário, que acaba recorrendo à informalidade”, disse.
As extinções de empresas até setembro de 2016 atingiram 4221, superando em muito as 2998 de todo o ano passado. “O momento não é nada bom. A crise fez com que muitos tentassem empreender e a própria crise acabou com esses sonhos. Sugerimos sempre a capacitação, o acompanhamento e as consultorias para manter as empresas funcionando em tempo de crise”, ressalta Souza.
A falta de capacitação, de acordo com Souza tem dificultado a manutenção desses negócios, principalmente micros e pequenas empresas no interior do Estado. “Aquelas que se encontram sob o ‘guarda-chuva’ do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio as Micros e Pequenas Empresas) e outras entidades, têm maior propensão ao sucesso, apesar das dificuldades”, comenta o presidente da Jucea.
Fechar é mais caro
O fechamento de uma empresa é um processo lento, burocrático e 44% mais caro do que a abertura, segundo levantamento feito pela Fenacon (Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas), prejudicando um segmento que emprega cerca de 60% dos trabalhadores com carteira assinada, conta o bacharel em ciências contábeis e proprietário do escritório J.L. Contabilidade & Advocacia, Jonas Barbosa “Os prejuízos são enormes, perde o empreendedor e aqueles que são demitidos.Orientações antes da abertura dariam a longevidade necessária a este segmento tão importante,” ressalta Barbosa.
Em categorias
Até setembro passado, das 3515 novas empresas, 1963 (56%) eram da categoria ‘Empresário’, 997 (28%) de ‘Ltda.’, 523 (15%) ‘Eireli’ (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada), 10 ‘S.A.’ e 13 ‘Cooperativas’, representando 1% das aberturas. As extinções, até o mês computado, foram de 3361 (empresários), 818 (Ltda.), 37 (S.A.), 4 (outras) e 1 cooperativa.







