CRISE – Governo argentino responde duramente à crítica de Pimentel

Em: 20 de janeiro de 2012
Ministra argentina Débora Giorgi disse que a realidade do comércio bila­teral entre Argentina e Brasil não condiz com os comentários de Pimentel
Ministra argentina Débora Giorgi disse que a realidade do comércio bila­teral entre Argentina e Brasil não condiz com os comentários de Pimentel

A ministra de Indústria da Argentina, Débora Giorgi, criticou fortemente a declaração do ministro do Mdic (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) do Brasil, Fernando Pimentel, de que o país é “um problema permanente”. Em nota distribuída à imprensa, Giorgi afirmou que “a realidade do comércio bilateral entre Argentina e Brasil não condiz com os comentários realizados por Pimentel”.
Segundo ela, a Argentina foi responsável por 19,5% do superávit comercial do Brasil em 2011, de quase US$ 30 bilhões. Além disso, continuou Giorgi, no último ano, o déficit da balança comercial da Argentina com o Brasil foi de US$ 5,8 bilhões e as compras de produtos brasileiros por parte do mercado argentino tiveram expansão de 23% em relação a 2010, com US$ 22,71 bilhões
“Nas relações comerciais com o Brasil, tanto bilaterais como no âmbito do Mercosul, sempre seguimos as pautas normativas dos tratados regionais e as normas da OMC (Organização Mundial do Comércio)”, disse a ministra argentina. Com um forte tom de reclamação, Giorgi disparou: “Argentina busca reequilibrar o comércio e a industrialização regional, requerendo o acesso ao mercado brasileiro e pedindo a eliminação das múltiplas barreiras não tarifárias existentes para a entrada de nossos produtos ao país vizinho, ao mesmo tempo em que defendemos nossos produtos da concorrência desleal implícita nos incentivos à produção, a exportação e o investimento”.
Giorgi argumentou ainda que as medidas adotadas pelo governo de Cristina Kirchner na área de comércio exterior buscam “o emparelhamento de um processo de industrialização que havia ficado atrasado porque, antes de 2003, não tínhamos um modelo como o conduzido pela presidente que fez da indústria o eixo da inclusão social”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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