De cordo com o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), a crise econômica reduziu o risco de apagão no setor de energia elétrica nos próximos anos. O órgão reduziu a projeção da demanda do país este ano, e calcula que serão necessários 2 mil MW (megawatts) médios a menos do que o previsto antes do agravamento da crise econômica.
A mesma diferença na necessidade de geração de energia elétrica é prevista para 2013. O diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, afirmou que diante desta nova estimativa, as chances de faltar energia elétrica até 2013 não ultrapassam os 5%, margem mínima de segurança traçada pelo órgão.
“Os riscos são baixos, os últimos cálculos não mostram nenhum risco acima dos 5%, pelo menos até 2013. Não deixa de ser um lado positivo da crise, com mais segurança no sistema”, explicou Chipp, que descartou a possibilidade de haver sobra de energia no sistema. Para 2009, o ONS calcula que a demanda totalizará 53 mil MW médios, ao invés dos 55 mil MW médios estimados anteriormente.
Para 2013, a demanda total deverá somar 65 mil MW médios, ante 67 mil MW projetados antes da crise.
Geração de carga
Hermes Chipp comentou ainda os resultados referentes à geração de carga no sistema elétrico em abril, que caiu 2,9% em relação a igual período em 2008.
Para ele, abril foi um mês atípico em função da quantidade de feriados, da ocorrência de temperaturas mais amenas e dos efeitos da crise.
“A taxa acumulada nos últimos 12 meses se recuperou em março, mas voltou a cair em abril. Avaliamos que foi um mês atípico e que não deverá servir de referência”, observou.
Chipp destacou ainda que o resultado acumulado em 12 meses vem se mantendo positivo. Em abril, essa taxa foi de 1,8%, ante 2,3% registrados nos últimos 12 meses terminados em março.
“Está havendo uma redução no ritmo do crescimento do consumo de energia, mas consideramos que não é tão significativa”, afirmou.







