Crise pode levar até 90 milhões à extrema pobreza, aponta estudo

Em: 27 de abril de 2009
Entre 55 milhões e 90 milhões devem passar a viver na extrema pobreza, com menos de US$ 1,25 por dia, em decorrência da atual crise econômica, segundo estudo do FMI
Entre 55 milhões e 90 milhões devem passar a viver na extrema pobreza, com menos de US$ 1,25 por dia, em decorrência da atual crise econômica, segundo estudo do FMI

Entre 55 milhões e 90 milhões devem passar a viver na extrema pobreza, com menos de US$ 1,25 por dia, em decorrência da atual crise econômica, segundo estudo do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Bird (Banco Mundial).
Mais de 1,3 bilhão de pessoas vivem nesta situação nos países em desenvolvimento, o equivalente a 25% de sua população, aponta o “Relatório de Monitoramento Global 2009’’, produzido pelas duas entidades internacionais. A expectativa é de que mais de 1 bilhão de sofram de fome crônica após esta crise.
“O mundo desenvolvido está enfrentando uma situação de emergência’’, afirmou John Lipsky, subdiretor do FMI. Segundo ele, a contração econômica mundial reverterá as conquistas na luta contra a desnutrição e tornará “especialmente urgente’’ a necessidade de investir no setor agrícola.
“As crises dos alimentos e dos combustíveis no ano passado jogaram 100 milhões de pessoas em extrema pobreza’’, afirmou o economista-chefe do Bird, Justin Lin. “E a atual crise econômica pode forçar de 55 milhões a 90 milhões a viver com menos de US$ 1.25 por dia’’. Mais da metade dos países em desenvolvimento verão o aumento da população que vive em pobreza extrema. Contudo, os mais afetados serão países pouco desenvolvidos e as nações da África subsaariana, segundo o estudo.
Enquanto o FMI e o Banco Mundial se dizem engajados em fazer o possível para ajudar os países pobres a atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (metas estabelecidas em 2000 pelos países membros da ONU), o resto da comunidade internacional “deve atuar para contribuir com esse crescimento dessas nações’’, disse.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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