O diretor do FED (Federal Reserve), o BC americano) Frederic Mishkin disse na sexta-feira que a crise das hipotecas de risco (conhecidas como “subprime”) pode custar ao PIB (Produto Interno Bruto), soma das riquezas produzidas por um país) mais de 1 ponto percentual.
A avaliação de Frederic Mishkin veio após a apresentação de um artigo preparado por economistas e acadêmicos e apresentado em um fórum patrocinado pela Universidade de Chicago e pela Universidade Brandeis.
O artigo informa que o PIB terá uma queda de 1,3 ponto percentual, devido aos efeitos da crise das hipotecas (que acabou atingindo outras categorias de crédito, além do “subprime”).
Economia
real
O diretor do Federal Reserve disse que a estimativa “não é implausível”, mas destacou que é preciso “suspeitar desse número”. Segundo ele, os autores do artigo supõem que a economia real sofrerá um impacto muito grande, baseados no impacto que a crise teve sobre as instituições financeiras.
Mesmo assim, Mishkin assinalou que “o impacto estimado sobre a economia pode ser muito baixo”. “Dado que a crise nos mercados de hipotecas revelaram problemas ainda mais profundos no mercado financeiro, o impacto negativo sobre a atividade econômica poderia ser ainda maior.”
Economia dos EUA cresce 2,2%
A economia dos EUA cresceu apenas 0,6% no quarto trimestre do ano passado, contra 4,9% registrados no terceiro trimestre. Em 2007 como um todo, a economia dos EUA cresceu 2,2%, menor desempenho desde 2002, quando a expansão foi de 1,6%. Em 2006, a economia americana teve aumento de 2,9%.
Na sexta-feira o presidente do Fed, Ben Bernanke, disse que, enquanto os grandes bancos americanos podem ser recuperar da atual crise nos mercados de hipotecas de risco e de crédito em geral –que levou a perdas de bilhões de dólares nos últimos meses–, bancos menores podem não conseguir se recuperar.
Próxima
reunião
A declaração foi vista como sinal de que o Fed pode cortar sua taxa de juros em sua próxima reunião de política monetária, programada para março. Até o momento o Fed já reduziu seus juros em cinco ocasiões: setembro (0,50 ponto percentual); outubro (0,25 pp); dezembro (0,25 pp); e janeiro (0,75 pp no dia 22 e 0,50 pp no dia 30). A taxa passou de 5,25% para os atuais 3% ao ano.







