Chegou ao fim a etapa inicial da capacitação de profissionais locais da educação e do comércio em Libras (Língua Brasileira de Sinais) promovida pelo Sesc Amazonas neste ano. O curso, dividido nos módulos básico, intermediário e avançado, visa a comunicação de ouvintes com os portadores de deficiência auditiva, além de servir como suporte para inclusão social nas atividades profissionais.
A gerente de educação da Seção Socioeducativa do Sesc-AM (Serviço Social do Comércio), Susana Melo, disse que nesta terceira edição consecutiva, o curso de capacitação atraiu um público de 31 interessados, cerca de 22% a mais que a versão anterior.
A executiva apontou que neste ano a iniciativa foi mais procurada por profissionais da área de educação, inclusive do quadro pessoal do Sesc, interessados em prestar atendimento aos clientes portadores de deficiência auditiva e facilitar as relações interpessoais no trabalho, por intermédio da melhoria da comunicação.
Susana Melo explicou ainda que o Sesc Amazonas vem desenvolvendo um trabalho de educação contínua na área de deficiência auditiva, que envolve a atuação de educadores como intérpretes de Libras no processo de inclusão social, com o objetivo de integrar os deficientes auditivos na sociedade.
“Percebemos, já há algum tempo, que saber Libras é fundamental para o currículo de qualquer profissional atualmente. Com os professores, é o suporte que faltava para a inclusão dos deficientes auditivos em sala de aula e no acompanhamento da aprendizagem escolar como um todo”, acrescentou.
Integração
facilitada
Na opinião da professora de Educação Física, Cláudia Lima, a evolução do aprendizado durante o curso facilitou uma maior integração com os alunos portadores de deficiência auditiva nas atividades escolares.
A profissional explicou ainda que, na atual política educacional proposta pelo MEC (Ministério da Educação), a escola não pode se furtar à facilitação e desenvolvimento de mecanismos cada vez voltados à interação com todos os alunos, sem ressalvas aos portadores de deficiência.
Segunda
língua
“Foi justamente essa necessidade de ampliar minha comunicação com os alunos com deficiência auditiva que me levou a fazer o curso. Quanto mais pessoas buscarem esse aprendizado, mais fácil será essa integração social com os portadores de deficiência auditiva”, assegurou Cláudia Lima.
Desde 2002, o Brasil oficializou a Libras como a segunda língua do país, por isso está previsto que, a partir de 2010, se tornará parte do currículo escolar, sendo obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério, em nível médio e superior. Além disso, as instituições federais de ensino deverão ofertar, desde a educação infantil, o ensino de Libras, bem como prover as escolas com professores de Libras, tradutores e intérpretes, entre outras ações que visam promover a inclusão social dos alunos surdos.







