Curso deve unir academia e empresas

Em: 15 de outubro de 2013
A Especialização contará com aporte financeiro de R$ 778.400 mil
A Especialização contará com aporte financeiro de R$ 778.400 mil

A formação de recursos humanos para atuar na área de inovação tecnológica ganhou um novo investimento no Amazonas. A Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas), a Secti/AM (Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação), a Fucapi (Fundação Centro de Análise e Pesquisa e Inovação Tecnológica) e a Abipti (Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica) assinaram um convênio para a realização da Especialização em Agente de Inovação e Difusão Tecnológica. O documento foi assinado na semana passada pela diretora-presidente da Fapeam, Maria Olívia Simão, junto a diretora da Fucapi, Isa Assef e a secretária executiva da Secti/Am, Ana Alcídia Moraes.
A Especialização contará com o aporte financeiro de R$ 778.400 mil e o governo do Amazonas, por meio da Fapeam, investirá R$ 716.720 mil, enquanto a Abipti dará em contrapartida R$ 61.680 mil. Os recursos serão utilizados para o custeio do curso. Ao todo, serão oferecidas 80 vagas, distribuídas em duas chamadas. As inscrições começaram na segunda-feira (14). O curso terá a duração de 12 meses, sendo nove para o cumprimento das disciplinas obrigatórias e três para o período de aplicação técnica. Na oportunidade, o estudante terá que desenvolver um produto ou processo na instituição que possui vínculo. Nessa fase, o aluno receberá uma bolsa de R$ 1.500,00.
Conforme a diretora-presidente da Fapeam, Maria Olívia Simão, o governo do Amazonas, por meio da Fapeam, tem fomentado um ambiente favorável à questão da inovação tecnológica, que só é possível dentro de um processo produtivo. Maria Olívia explicou que se espera, a partir dessa iniciativa, promover emprego e renda para os amazonenses e que micro e pequenas empresas tenham maior competitividade econômica.
Quanto à inovação tecnológica, a titular da Fapeam lembrou que “para haver o processo de inovação é preciso multiplicar a ideia no espaço empresarial. Por este motivo, é importante a formação de profissionais que façam a promoção e articulação entre o setor acadêmico e o setor produtivo. Essas pessoas vão falar a linguagem do empresário e do pesquisador e entender ambas as culturas. Ao final, fazer a aproximação dos interesses”, informou.
A Especialização é mais um instrumento colocado à disposição da sociedade, de acordo com Maria Olívia, principalmente às pessoas que estão inseridas no contexto da inovação tecnológica. Ela explicou que é mais um nicho de mercado de trabalho para o profissional que está saindo da graduação.
Segundo a diretora da Fucapi e presidente da Abipti, Isa Assef, a parceria vai coroar a luta e a determinação do Estado do Amazonas para melhorar o ambiente e o cenário de inovação, consequentemente ajudará a melhorar a produtividade e competitividade. “O objetivo do curso é proporcionar uma visão de mercado e demonstrar a importância da inovação tecnológica para a região. Dessa forma, iremos nos colocar em igualdade com outros Estados e países”, pontuou.
Há três anos, segundo Isa Assef, o Amazonas não tinha representatividade em relação à presença de incubadoras na região. Hoje, o Estado conta com a Rami (Rede Amazônica de Instituições em Prol do Empreendedorismo e da Inovação), que atua no incentivo à criação de novas incubadoras de base tecnológica, as quais precisam de mão de obra qualificada. “O Amazonas conta com nove incubadoras, oito NIT (Núcleos de Inovação Tecnológica), e esses espaços irão precisar de massa crítica”, salientou.

O Diferencial da Especialização

De acordo com o Assessor da presidência da Fapeam, Edilson Soares, o convênio envolve a Fapeam, que entra com o financiamento, a Abipti dará o credenciamento e a Fucapi cederá à estrutura e dará o suporte local para o desenvolvimento do curso, enquanto a Secti/AM atuou como articuladora. Ele explicou que o curso contará com a participação de professores do Amazonas e de outros Estados.
O diferencial da Especialização, em relação a outras promovidas pela Abipti no país, é a parte prática que o aluno terá que desenvolver, explicou Soares. Ele disse que normalmente, no final de um curso desse modelo, o aluno entrega apenas o artigo ou a monografia. “Nesse, será diferente. O estudante terá que desenvolver um produto ou processo, que contará com o acompanhamento de um orientador. Pelo fato do curso ser de inovação tecnológica, queríamos ser inovadores”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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