Custo de vida sobe mais para as famílias de alta renda

Em: 11 de abril de 2012
O custo de vida na capital paulista, em março deste ano, subiu mais para as famílias de renda mais alta, devido ao aumento no grupo habitação, que pressionou o índice desta faixa de renda e também o geral
O custo de vida na capital paulista, em março deste ano, subiu mais para as famílias de renda mais alta, devido ao aumento no grupo habitação, que pressionou o índice desta faixa de renda e também o geral

O custo de vida na capital paulista, em março deste ano, subiu mais para as famílias de renda mais alta, devido ao aumento no grupo habitação, que pressionou o índice desta faixa de renda e também o geral.
O ICV (Índice de Custo de Vida) do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), divulgado nesta terça-feira (10), mostra que, no terceiro mês do ano, o grupo habitação subiu 1,19% no geral, ante o mês anterior. O grupo Alimentação subiu 0,62% no período, sendo esta a segunda maior alta.
Para as famílias de renda mais elevada (estrato 3), cujo ganho mensal é de R$ 2.792,9, o custo de vida variou 0,65% em março, ante 0,18% em fevereiro. Para este grupo, os gastos com habitação subiram 1,56%, contribuindo com 0,35 ponto percentual na taxa do custo de vida. A alimentação subiu 0,58%, contribuindo com 0,15 p.p.
Rendas menos elevada
Já para as famílias com renda média, de R$ 934,17, inseridas no estrato 2, a alta do ICV ficou em 0,50%, ante alta de 0,06% em fevereiro. Neste caso, o principal impacto veio da alta de 0,61% dos alimentos, que contribuíram com 0,21 ponto percentual para taxa do grupo nesta classe de renda.
Para as famílias de baixa renda (estrato 1), que possuem ganho mensal na faixa de R$ 377,49, o grupo Alimentação também foi a principal influência, levando à alta (0,29 ponto percentual) no cálculo da taxa do custo de vista, que subiu 0,50% no terceiro mês do ano. Em fevereiro, por sua vez, o índice variou apenas 0,04%.
Segundo explica o Dieese, as taxas de inflação por faixa de renda resultam da forma de gastar das famílias, conforme seu poder aquisitivo. Assim, por exemplo, as famílias do estrato 3 sofrem influência dos reajustes dos serviços domésticos e do condomínio, principais responsáveis pela alta em habitação, enquanto as famílias do estrato 1, que destinam parcela maior do orçamento para alimentação, acabam sofrendo impacto do aumento deste grupo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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