De olho no crescimento expressivo do segmento de duas rodas, a Dafra Motos chega ao mercado com investimentos de R$ 100 milhões. Com um produto até 25% mais barato que os principais concorrentes, a empresa inicia as operações com foco na produção de motos de até 250 cilindradas e pretende atingir 10% de participação de mercado até 2012. As vendas iniciam esse mês aos concessionários e ao público, em fevereiro, logo após o Carnaval.
A estimativa é uma produção inicial de 60 mil motos já em 2008, passando para 90 mil no próximo ano, quando todos os modelos sairão de fábrica com injeção eletrônica e atendendo as especificações da Euro 3, que passará a vigorar a partir de janeiro de 2009 em todo o país com o objetivo de reduzir o índice de emissão de poluentes.
Com o público-alvo composto por assalariados com renda mensal entre R$ 500 e R$ 2.000, a nova montadora entra no mercado com quatro produtos, com preço médio de R$ 4,6 mil e possibilidade de financiamento em até 39 vezes. O modelo de 250cc deverá ser lançado no mês de maio.
Parte do recurso vai para campanhas
Dos R$ 100 milhões de investimento, 75% será destinado aos custos de desenvolvimento de produto, ativos fixos, aquisição de peças e ferramentas, infra-estrutura e capital de giro. Os outros 25% são destinados a marketing para divulgação da marca, que teve o lançamento nacional na manhã de ontem em evento voltado para a imprensa de todo o país no Tropical Hotel.
A unidade fabril na capital amazonense já conta com mais de cem mil metros quadrados de área territorial e cerca de 300 funcionários na linha de montagem. No fim do ano passado, a Dafra implantou quatro linhas de produção de motores e motocicletas. “Vamos investir na ampliação da capacidade de produção da fábrica, consolidação da marca e no desenvolvimento de novos produtos com um melhor design”, afirmou o presidente da Dafra, Creso Franco.
Produto importado
De acordo com o diretor industrial, Rodrigo Welp, o índice de produtos importados chega a 85% do total de peças. Os componentes produzidos no país representam 35% do valor final das motocicletas.
As peças importadas utilizadas na linha de montagem são manufaturadas na China e importadas em lotes CKD (Completely Knocked Down), que possibilita montagem local.
Em março, saem da fábrica 7.000 unidades
Com capacidade de produção de 10 mil motos por mês, a partir de fevereiro a produção mensal será de 5.000 unidades, passando para 7.000 em março. Até o momento, em um mês e meio de produção, já foram repassadas mais de 4.000 motos para o Centro de Distribuição da empresa em Barueri, na grande São Paulo.
Outro investimento da empresa em Manaus é o desenvolvimento de um laboratório de controle de emissão de poluentes, que custou R$ 5 milhões e deverá ser instalado até o mês de junho. A iniciativa permitirá, por exemplo, maior velocidade no lançamento de novos modelos e funcionará como um centro de desenvolvimento de peças e componentes nacionais.
A Dafra fez um acordo com o banco Itaú, criando a Dafra Financiamentos, empresa que vai operar em todos os pontos de venda da montadora. Entre os meses de fevereiro e março, serão 170 pontos de venda em todo o país. A projeção é fechar o ano com 230 postos de atendimento e assistência técnica.
Unilever amplia acordo com a Rigesa
A Rigesa, subsidiária da MeadWestvaco, passa a produzir as embalagens do amido de milho Maizena. O relacionamento com a Unilever já vem de muitos anos, por meio do fornecimento de embalagens de papelão ondulado, e mais recentemente com a produção das embalagens promocionais da Seda e Lux Líquido.
A embalagem é produzida em papelcartão, com a mesma cor e logotipo já tradicionais da marca Maizena. A única alteração feita foi na aba de fechamento a pedido da Unilever, para facilitar a montagem e manuseio interno na fábrica. “É muito gratificante para a Rigesa conquistar a conta das embalagens de uma das marcas mais







