Tudo o que diz respeito ao empresário Silvio Pedrosa é envolto em mistério. Desde que ele transformou uma simples distribuidora de produtos comerciais, a Bandeirantes, em uma portentosa rede de hipermercados, a DB, em menos de uma década, até seu envolvimento com o meio político, sempre tratado às escondidas. Esta semana, entretanto, a revista “IstoÉ” o trouxe à luz, ao relembrar as acusações que pesam contra o senador Alfredo Nascimento (PR). Ele teria negócios com o filho do parlamentar, Gustavo Nascimento. Os empreendimentos dos dois cresceram em velocidade mais espantosa ainda do que a expansão da rede varejista.
Recluso
Pedro é uma pessoa quase reclusa. Não costuma frequentar eventos sociais em Manaus, circula muito pouco pela cidade e mantém controle rigoroso dos negócios, com a ajuda dos irmãos. No meio empresarial é considerado um negociador implacável e entre os políticos é visto sempre como uma boa, porém não oficial, fonte de financiamento.
Planos adiados
Outro empresário que esteve recentemente envolvido em polêmica, Waldery Areosa, disse ontem, segundo o blog do jornalista Marcos Santos, seu amigo pessoal, que não desistiu de seus empreendimentos em Manaus, como o colégio Séculus e um hotel cinco estrelas na Ponta Negra. Apenas adiou os planos para poder se defender no processo em que é acusado de envolvimento com uma rede de prostituição.
Tudo normal
O Conselho Nacional de Justiça arquivou procedimento administrativo que investigava a contratação de servidores temporários pelo Tribunal de Justiça do Amazonas, depois que o presidente Ari Moutinho informou que as contratações serão encerradas tão logo o concurso público para o preenchimento destes cargos seja realizado. A denúncia havia sido feita pelo funcionário Carlos Alberto Guedes da Silva Junior, do Tribunal de Contas.
No cargo
O deputado Henrique Oliveira (PR), cassado ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral por abuso dos meios de comunicação, vai permanecer no cargo até que sejam julgados os embargos declaratórios que o advogado Marco Aurélio Choy deve apresentar nos próximos dias. Curiosamente, há uma semana o parlamentar cobrou uma definição do vereador Plínio Valério (PSDB) sobre a ocupação da vaga aberta pela licença de Pauderney Avelino (DEM). Agora, quem pode abrir vaga é ele próprio.
Reincidente
Henrique já havia sido cassado em 2009, quando era vereador em Manaus. Àquela altura, o que causou a cassação foi o fato dele não ter se licenciado do cargo de funcionário do Tribunal Regional Eleitoral para disputar o mandato. Conseguiu se safar depois de muito barulho e saiu vitimizado do episódio, o que o ajudou na eleição seguinte, quando chegou à Câmara Federal.
Liberado
E como a coluna havia antecipado, o plenário da Câmara Municipal de Manaus aprovou ontem projeto de emenda à Lei Orgânica, que garante os direitos políticos ao vereador Plínio Valério, caso ele decida se licenciar para assumir o cargo de deputado federal. O oposicionista Waldemir José (PT) protestou, dizendo que a matéria não obedeceu ao rito legislativo exigido. É o estilo Bosco Saraiva (PSDB) de administrar, facilitando a vida dos amigos e correligionários.
Faca e espada
Na dúvida, os quatro deputados do PMDB –Marcos Rotta, novo líder, Belarmino Lins, Wanderley Dallas e Vicente Lopes –decidiram permanecer na base do Governo enquanto aguardam o desfecho dos desentendimentos que vêm ocorrendo entre o governador Omar Aziz e o senador Eduardo Braga. Para Rotta, os problemas são pessoais, não políticos. Ele diz aguardar uma “decisão sábia”.
Problema
Como a coluna antecipara com exclusividade, a relatoria da MP dos Portos começou a gerar problemas para o senador Eduardo Braga (PMDB). Ontem a máfia que opera nos terminais portuários paralizou as atividades em protesto contra as mudanças previstas no projeto de lei que tramita no Senado e fez severas críticas ao relator, que não estaria se dispondo a dialogar com eles. O parlamentar negou a acusação e disse que está aberto ao diálogo, anunciando ainda a realização de audiências públicas sobre o tema.
Defesa
O ex-presidente da Câmara Municipal de Manaus, Isaac Tayah (PSD), vem fazendo exatamente aquilo que prometeu ao retornar das férias: mantém-se discreto no parlamento. Aos amigos, tem dito que só vai “botar a cabeça de fora” depois que tiver certeza de que as denúncias feitas contra ele no final da gestão não vão prosperar. Por isso, tem frequentado bastante o escritório de seu advogado.
Mergulhado
Outro que “mergulhou” foi o vereador Marcel Alexandre (PMDB), ex-vice de Tayah. Se antes era um dos vereadores mais atuantes em plenário, agora limita-se a poucos pronunciamentos e tem ficado muito mais tempo no gabinete que entre os colegas. Ambos têm ligação estreita com o senador Eduardo Braga, daí as especulações que surgiram nos últimos dias, dando conta de que este teria aconselhado os pupilos a ficar quietos.







