De “montador de texto” a empresário de sucesso

Em: 22 de agosto de 2010
A partir desta edição, o Jornal do Commercio apresenta o espaço História de Sucesso, destinado aos micro, pequenos e grandes empresários que mais se destacam na cidade. Viver a empresa 24 horas
A partir desta edição, o Jornal do Commercio apresenta o espaço História de Sucesso, destinado aos micro, pequenos e grandes empresários que mais se destacam na cidade. Viver a empresa 24 horas

A partir desta edição, o Jornal do Commercio apresenta o espaço História de Sucesso, destinado aos micro, pequenos e grandes empresários que mais se destacam na cidade.
Viver a empresa 24 horas. Esse é o lema do empresário Célio Novaes, proprietário da Gráfica Ampla. Há dez anos está no ramo de impressão. Casado há 20 anos, com a sócia Ana Maria Novaes é pai do Miguel Novaes. O empresário veio de Belo Horizonte (MG) e hoje possui uma das gráficas que mais cresce no mercado local. Atualmente, a empresa tem uma estrutura com mais de R$ 10 milhões em ativos fixos, equipamentos, e imprimi cerca de 100 toneladas de papel ao mês.
Antes de abrir as portas da gráfica, Célio Novaes nem imaginava ser dono do próprio negócio. O empresário começou sua carreira em um jornal na cidade de Belo Horizonte ocupando uma função já inexistente. “Fui montador de texto, recebia a matéria digitada em uma folha, depois tinha uma outra para verificar como o texto ia ser colocado e uma outra com as alterações do editor. A minha tarefa era juntar tudo em uma única folha para depois imprimir”, relembra.
Nessa época, houve uma mudança de tecnologia no processo de impressão. O jornal no qual Célio trabalhava adquiriu um equipamento que fazia todo o trabalho do montador de texto em um computador. “Com a utilização dessa máquina muitos foram demitidos. Mas eu fiquei, pois já sabia como usar o programa do computador”, explica.
Célio veio para Manaus como convidado pelo extinto Jornal do Norte para treinar a equipe. De montador de texto, ele passou a gerente de impressão. Após um ano no cargo, Célio ingressou no mercado de gráficas como empregado em uma empresa local. Em 2000, criou a própria empresa, batizada de Bureau.Com, com objetivo de confeccionar fotolitos, tipo de folha usada em impressão, para jornais e agências de marketing.
Com o desuso do fotolito, Novaes decidiu abrir a Gráfica Ampla. O número da mão de obra aumentou de quatro funcionários para 70 e um parque gráfico de 1.700 metros quadrados com 20 máquinas para impressão. “Oferecemos um leque de opções para os clientes. Produzimos desde simples folhetos até caixas para chapinha de cabelo e embalagens personalizadas de CD e DVD”, orgulha-se.
Para Célio o segredo do bom desempenho da empresa é sempre pensar em oferecer o melhor serviço. “Manaus é um mercado ainda carente de negócios. É difícil encontrar serviços que ofereçam qualidade. Esclareço para a equipe da gráfica que procurem trabalhar da melhor maneira possível”, salienta.
Ele também afirma, que além do bom serviço, o empresário tem que estar atento com as notícias do mercado em que atua. “Houve um terremoto no Chile no início do ano. E em que isso influência para mim? O Chile é um dos principais fornecedores de celulose para o Brasil e consequentemente o valor do papel aumentou. Essa é a terceira vez que o valor aumenta”, exemplificou.

Mercado local

Com relação à cidade de Manaus e a entrada de novas empresas, o dono da Gráfica Ampla é otimista quanto ao futuro do negócio e não teme a concorrência. “Há no mercado três tipo de empresa: as boas, as mais ou menos e as ruins. E existe cliente para as três. Aqui nossa preocupação é quanto à qualidade, prazo e por último preço. Temos uma carteira de 400 clientes que prezam por isso. A demanda é tão grande que nos últimos três anos trabalhamos 24 horas por dia”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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