Débitos da Eletrobras e baixa demanda afetam Cigás

Em: 12 de maio de 2011
Em audiência na Assembleia, diretor-presidente da Cigás, Lino Chíxaro, revelou que débito de mais de R$ 150 milhões da Eletrobras possibilitaria investimentos no Estado, se fosse quitado
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Em audiência na Assembleia, diretor-presidente da Cigás, Lino Chíxaro, revelou que débito de mais de R$ 150 milhões da Eletrobras possibilitaria investimentos no Estado, se fosse quitado

Os investimentos da Cigás (Companhia de Gás do Amazonas) para 2012 são uma “incógnita”. A afirmação foi feita pelo diretor-presidente da Companhia, Lino Chíxaro, durante cessão de tempo realizada ontem, 11, pela Aleam (Assembleia Legislativa do Amazonas).
De acordo com Chíxaro, a responsabilidade pela baixa receita da Cigás pertence a Eletrobras Amazonas Energia.
Segundo ele, a Companhia de Gás aguarda o recebimento de R$ 150 milhões, referentes ao débito adquirido pela Eletrobras em dezembro de 2010.
Chíxaro destacou que a baixa demanda pelo gás natural, comercializado pela Cigás, também afeta a receita da Companhia.
“Do total de 5,7 milhões de metros cúbicos de gás natural que deveriam ser comercializados por dia, apenas 1,3 milhão de metros cúbicos são adquiridos pelas termelétricas do Estado. Sem demanda, a receita da Cigás caiu 70%”, ressaltando que nem todas as usinas termelétricas do Estado passaram pelo processo de conversão da matriz energética, o que causa a não comercialização de todo o gás produzido.
“Desde dezembro, a Eletrobras não efetua o pagamento do gás natural adquirido à Cigás. Ao todo, o débito é de quase R$ 150 milhões. Do montante, 2% cabem à concessionária, o restante é repassado para a Petrobras”, detalhou Chíxaro, ao acrescentar que, sem arrecadação, não há como prever investimentos em obras de ligação de dutos no Distrito Industrial.
Para o diretor, a quitação do débito da Eletrobras daria possibilidade à Cigás de iniciar a interligação dos dutos da avenida Torquato Tapajós às empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus) situadas no local. “Uma vez concluída essa obra, garantiríamos receita aos cofres da Cigás, já que as indústrias serão os nossos maiores clientes.
A concessionária só terá receita compatível se vender gás para as indústrias”, comentando que a realização da ação exigirá a superação de ‘obstáculos’, pois a obra “requer um alto investimento”, emendou.

Intermediação

Por conta da ‘pequena crise’, o diretor-presidente da Cigás pediu aos deputados da Aleam que sejam interlocutores das problemáticas da Companhia junto à bancada federal do Amazonas em Brasília.
Em resposta ao pedido, o propositor da cessão, deputado Marcos Rotta (PMDB), sinalizou apoio à Cigás.
“Teremos de rever a situação da Cigás e solicitar o apoio da bancada amazonense para que intermedeie, junto ao Ministério de Minas e Energia, a quitação do débito de R$ 150 milhões, além da prioridade na conversão das termelétricas no Estado”, disse.

Nova cessão

Na próxima terça-feira, 17, será realizada uma outra cessão para a continuidade das discussões sobre os problemas enfrentados pela Cigás.

Eletrobras

A Eletrobras foi procurada pela reportagem do Jornal do Commercio, mas, até o fechamento da edição, a diretoria não respondeu ao contato.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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