Segundo a CNT, no Amazonas, mais de 80% das rodovias estão em estado ruim ou péssimo
Pesquisa da CNT (Confederação Nacional do Transporte), divulgada ontem, mostra que 57,3% das principais rodovias do país têm alguma deficiência. O levantamento avaliou mais de 100 mil quilômetros de rodovias, incluindo toda a malha federal e os principais trechos de rodovias estaduais pavimentadas.
Em números detalhados sobre o estado geral, 22,4% das vias foram avaliadas como ruins ou péssimas: 6,3% das em péssimo estado; e 16,1% em estado ruim. Outras 34,9% foram classificadas como regular. A análise indicou que 42,7% estavam em condições adequadas de segurança e desempenho, com classificação de ótimo (12,5%) ou bom (30,2%).
O resultado é melhor nas rodovias concedidas à iniciativa privada, que tiveram 78,3% das vias classificadas como ótimas ou boas e 21,7% como regulares, ruins ou péssimas. Nas rodovias sob gestão pública, 31,4% foram consideradas ótimas ou boas e 65,9% regulares, ruins ou péssimas.
A Pesquisa CNT de Rodovias está na sua 19ª edição. O estudo leva em conta as condições do pavimento, da sinalização e da geometria da via, além de apontar os pontos críticos dos trechos.
No Amazonas, mais de 80% das rodovias estão em estado ruim ou péssimo, de acordo com a pesquisa da Confederação dos Transportes. O percentual quase dobrou, com relação à pesquisa realizada no ano passado, quando foi constatado que 43,5% das estradas no Estado foram consideradas em condições ruins ou péssimas.
No Amazonas, este ano, foram pesquisados 960 quilômetros nas rodovias AM-010 (Manaus-Itacoatiara), BR-174 (Manaus-boa Vista, BR-230 (Transamazônica) e BR-319 (Manaus-Porto Velho): 517 quilômetros foram considerados ruins e 259, péssimos. Na região Norte, foram pesquisados 11.661 quilômetros, com 61,28% de ruim (3.731 quilômetros) e péssimo (3.415 quilômetros).
Custo extra
Conforme o levantamento, apenas 12,4% da malha rodoviária nacional é pavimentada, contra 78,6% sem pavimento. Para a CNT, as deficiências encontradas na pavimentação encarecem o transporte de carga no país em 25,8%, sendo que, em 2014, R$ 46,8 bilhões foram perdidos em razão dos problemas.
As condições das estradas hoje também elevam em 5% o consumo do diesel. A CNT calcula que, se todas as rodovias analisadas fossem classificadas como ótimas ou boas, seria possível economizar 749 milhões de litros de óleo diesel, ou R$ 2,1 bilhões, com impacto positivo na redução de emissões de gases do efeito estufa.
Pista simples
A pesquisa mostra ainda que 86,5% dos trechos analisados apresentam rodovia simples de mão dupla, 8,6% são de pista dupla com canteiro central, 4,7% pista dupla com barreira ou faixa central e 0,2% se refere a pista simples de mão única.
Fator importante para a segurança dos motoristas, o acostamento está presente em 60,4% das rodovias, contra 39,6% que não contam com esse recurso.






