Déficit dos Estados é de R$ 425 milhões

Em: 9 de julho de 2008
Os Estados brasileiros acumularam juntos um déficit previdenciário de R$ 425 milhões em 2007.
Os Estados brasileiros acumularam juntos um déficit previdenciário de R$ 425 milhões em 2007.

Os Estados brasileiros acumularam juntos um déficit previdenciário de R$ 425 milhões em 2007. O número é resultado da terceira edição do IDP (Índice de Desenvolvimento Previdenciário) dos Estados, pesquisa produzida pelo NAP (Núcleo Atuarial de Previdência) da COPPE/UFRJ. Segundo Benedito Passos, coordenador-geral do núcleo, dos 26 Estados que participaram da pesquisa (Minas Gerais ficou de fora), apenas Goiás, Pará, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Roraima apresentaram superávit em suas contas. O resultado geral é maior do que o de 2006, quando o déficit registrado foi de R$ 400,7 bilhões.
Apesar de melhorar suas contas em relação a 2006, quando registrou um déficit de R$ 154,3 bilhões, o Estado de São Paulo ainda é o que possui maior resultado negativo: R$ 129,63 bilhões. O Rio de Janeiro passou de um déficit de R$ 23 bilhões em 2006 para R$ 15,5 bilhões no ano passado. O resultado ainda é reflexo do Decreto 37.571, de maio de 2005, que repassou os royalties e participações especiais de petróleo e gás natural para a receita do RioPrevidência. O Decreto foi sancionado em janeiro de 2006, vigora até o ano de 2020 e repassará no período recursos da ordem de R$ 52 bilhões para o RioPrevidência.

Desenvolvimento
gerencial
Mais do que quantificar o déficit, o IDP mede o nível de desenvolvimento técnico e gerencial dos RPPS (Regimes Próprios de Previdência Social) dos servidores públicos, baseado em indicadores atuariais, financeiros, jurídicos e administrativos operacionais. O índice varia de 0 (sistema em ruína ou em extrema dificuldade) a 1 (sistema financeiro e atuarialmente em equilíbrio, possuindo gestão em nível de excelência). Os Estados que alcançam média entre 0 e 0,49 são considerados de nível baixo; de 0,5 a 0,79, nível médio; e acima, nível alto. Em 2007, somente seis Estados (Roraima, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Goiás e Pará) tiveram nível alto de desenvolvimento previdenciário. Quatorze estão com baixo nível e cinco com nível médio.
“Em comparação com as edições anteriores do índice dos Estados, referentes aos anos de 2005 e 2006, observamos modificações significativas nos índices da maioria dos Estados. Este resultado se deve, principalmente à melhoria da qualidade das informações prestadas pelos regimes de previdência ao Ministério da Previdência Social”, explicou Benedito Passos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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