Déficit nas transações correntes fica em US$ 1.6 bilhão em julho

Em: 26 de agosto de 2009
O déficit nas transações correntes do Brasil com o exterior somaram US$ 1.665 bilhão em julho, ante um saldo negativo de US$ 2.168 bilhões no mesmo período de 2008, de acordo com dados do Banco Central
O déficit nas transações correntes do Brasil com o exterior somaram US$ 1.665 bilhão em julho, ante um saldo negativo de US$ 2.168 bilhões no mesmo período de 2008, de acordo com dados do Banco Central

O déficit nas transações correntes do Brasil com o exterior somaram US$ 1.665 bilhão em julho, ante um saldo negativo de US$ 2.168 bilhões no mesmo período de 2008, de acordo com dados do Banco Central. No acumulado do ano foram US$ 8.739 bilhões, melhora em relação aos US$ 19 bilhões registrados no mesmo período de 2008.
Entram nessa conta o resultado da balança comercial, os gastos do país com serviços, as remessas de lucros e as transferências unilaterais. A melhora em relação ao ano passado, segundo o BC, se deve principalmente à queda nas remessas de lucros e dividendos para o exterior por causa da desaceleração da economia, que passou de US$ 23 bilhões em 2008 para US$ 13.2 bilhões até julho deste ano.
Também melhorou no superávit da balança comercial, de US$ 14.6 bilhões para US$ 16.9 bilhões na mesma comparação.
Investimentos estrangeiros
Os investimentos estrangeiros no setor produtivo recuaram em julho, tanto na comparação com o mês anterior como em relação ao mesmo período de 2008.
De acordo com dados do Banco Central, entraram no país US$ 1.287 bilhão, ante US$ 1.45 bilhão no mês anterior. No acumulado do ano, o investimento soma US$ 13.971 bilhões, queda de 30%. Apesar da queda, houve melhora em relação ao resultado do começo do ano, quando a queda chegou a 60%. O BC divulgou também os números sobre os investimentos estrangeiros no mercado financeiro. As aplicações em ações negociadas no país ficaram positivas em US$ 6,7 bilhões em julho e acumula no ano um saldo positivo de US$ 9.783 bilhões. Em ambas as comparações, houve melhora em relação ao resultado de 2008.
Na renda fixa negociada no país, o resultado ficou positivo em US$ 921 milhões em julho e US$ 2 bilhões no ano.

Gastos de turistas

Segundo dados do Banco Central, os gastos de turistas brasileiros no exterior chegaram a US$ 1.04 bilhão em julho. É o sexto mês seguido de crescimento nesse indicador e o melhor resultado desde setembro de 2008, antes da disparada do dólar provocada pela crise internacional de crédito.
Além do câmbio e da melhora na economia, o resultado também é afetado pelo período de férias. Dados parciais para agosto mostram um resultado positivo de US$ 718 milhões para o mês atual.
O Banco Central também divulgou o dado acumulado no primeiro semestre.

Alta do dólar piora a crise

Foram gastos US$ 5.5 bilhões, ainda abaixo dos US$ 6.8 bilhões verificados no mesmo período de 2008. Entre maio e setembro do ano passado, quando o dólar estava próximo de R$ 1,60, os gastos chegaram a ultrapassar o patamar recorde de US$ 1 bilhão. A alta do dólar e a piora na crise econômica, no entanto, afetaram os resultados.
Agora, com a volta do dólar para o patamar abaixo de R$ 2 e a estabilização na renda do brasileiro, se espera um aumento desses gastos. Os gastos de estrangeiros no Brasil caíram menos, de US$ 3,7 bilhões para US$ 3 bilhões no acumulado do ano. O BC espera um déficit na conta de viagens internacionais neste ano de US$ 3 bilhões. O número representa a diferença entre os gastos dos brasileiros fora do país e dos estrangeiros que visitam o Brasil. Um déficit significa gasto maior por parte dos brasileiros. No ano passado, o déficit foi de US$ 5 bilhões.
A conta das viagens internacionais é parte do relatório do Banco Central sobre o setor externo. Elas fazem parte do balanço de pagamento, que computam os investimentos estrangeiros no país (no setor produtivo e no mercado financeiro) e as transações correntes (comércio, serviços e rendas).
Dentro das transações correntes está a conta de serviços e rendas, que inclui os gastos dos turistas estrangeiros no Brasil e as despesas dos brasileiros no exterior.
Esses valores não consideram as despesas com passagens aéreas, que não são computadas pelo Banco Central nessa conta (entram junto com os gastos com fretes).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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