Demanda de investimento estrangeiro por título interno segue menor no mês

Em: 26 de novembro de 2010
A demanda dos investidores estrangeiros por títulos da dívida interna segue em novembro “significativamente” menor, informou o coordenador geral de operações da Dívida Pública, Fernando Garrido
A demanda dos investidores estrangeiros por títulos da dívida interna segue em novembro “significativamente” menor, informou o coordenador geral de operações da Dívida Pública, Fernando Garrido

A demanda dos investidores estrangeiros por títulos da dívida interna segue em novembro “significativamente” menor, informou o coordenador geral de operações da Dívida Pública, Fernando Garrido. A retração da demanda se deve à maior taxação do Imposto sobre Operações Financeiras sobre o capital externo que entra no país para aplicações em renda fixa. Com o IOF maior, a rentabilidade dos aplicadores diminuiu.
A despeito da retração da demanda em outubro e novembro, o coordenador avaliou que a tendência continua sendo de aumento gradual da participação de estrangeiros no total da dívida interna.
Segundo ele, isso deve ocorrer porque o IOF mais elevado afeta mais as aplicações de curto prazo, que deixam de ser atrativas para os investidores estrangeiros. Mas para os investidores estrangeiros de longo prazo, segundo Garrido, o mercado interno continuará sendo atrativo.
Ele disse que, num primeiro momento, os investidores se retraem para fazer uma avaliação do quadro.

Fatia estrangeira na DPMFi cai de 10,23% para 10,19%

A participação de não residentes no estoque da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna caiu de 10,23% em setembro para 10,19% em outubro. No entanto, como no mês houve emissão líquida de R$ 4,22 bilhões, aumentando o estoque total, o volume de títulos em posse de estrangeiros subiu de R$ 154,1 bilhões para R$ 155,3 bilhões. De acordo com o coordenador geral de operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, as emissões de R$ 44,675 bilhões em outubro representam o maior volume desde junho de 2007, devido à maior procura dos investidores por títulos prefixados e ao calendário de outubro, que por ter tido cinco semanas possibilitou a realização de um leilão de títulos a mais do que os outros meses.
Garrido adiantou que o cronograma de emissões de novembro já previa menos leilões de títulos prefixados de longo prazo. “Em momentos de maior volatilidade, a tendência do Tesouro é reduzir os lotes, até mesmo porque há menor procura”, afirmou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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