Demanda por duráveis nos EUA fica abaixo do esperado

Em: 27 de dezembro de 2007
Apesar do desempenho frustrante, o número de novembro é o primeiro incremento da demanda em quatro meses.
Apesar do desempenho frustrante, o número de novembro é o primeiro incremento da demanda em quatro meses.

O Departamento de Comércio dos EUA informou na quinta-feira que a demanda por bens duráveis -com validade pelo menos de três anos – cresceu 0,1% em novembro. O número ficou abaixo da maioria das projeções dos analistas do mercado, que estimava alta entre 2% e 2,2% para o período.

Em outubro, o nível de encomendas às indústrias teve um declínio de 0,4%. Apesar do desempenho frustrante, o número de novembro é o primeiro incremento da demanda em quatro meses.

O número, no entanto, comporta outra análise: excluindo os pedidos de equipamento de transporte, que oscilam muito de mês a mês, a demanda por bens duráveis teve, na verdade, uma retração de 0,7% em novembro. As estatísticas do Departamento de Comércio dos EUA mostram que houve declínio nas encomendas de maquinário pesado, computadores e equipamentos eletrônicos, comunicações, defesa aérea, entre outros. No entanto, essas quedas foram compensados pela demanda por equipamento elétrico, automóveis, aeronaves comerciais e metais, incluindo aço.

Confiança do consumidor

Contrariando as expectativas do mercado, o Índice de Confiança do Consumidor, do instituto privado Conference Board, teve um modesto ganho em dezembro e atingiu a marca de 88,6 ante 87,8 no mês anterior. A maioria dos analistas de bancos e corretoras projetava leitura de 86 neste mês.

O índice de avaliação da situação atual da economia voltou a apresentar recuo, de 115,7 em novembro para 108,3 neste mês. Já o índice que procura medir as expectativas dos americanos, no entanto, subiu de 69,1 para 75,5 entre os dois meses. “A leve melhoria deste mês na Confiança [na economia] foi devido somente a um incremento no índice de Expectativas [que compõe o indicador geral. A perspectiva dos consumidores, no curto prazo, quanto às condições para negócios, emprego, inflação e preços das ações melhorou marginalmente”, afirma Lynn Franco, a diretora de pesquisa do Conference Board.

“Enquanto os consumidores estão menos negativos a respeito do curto prazo, estão longe de serem otimistas. De fato, no que se refere às perspectivas para o mercado de trabalho, os pessimistas agora superam os otimistas. E a respeito para as condições de negócios, a diferença entre os dois grupos é quase inexistente”, acrescentou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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