Demissão de novembro cresce 55,45%

Em: 4 de dezembro de 2012
Faltando apenas um mês para o final do ano, o PIM já ultrapassa a marca de 20 mil demissões até novembro deste ano
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Faltando apenas um mês para o final do ano, o PIM já ultrapassa a marca de 20 mil demissões até novembro deste ano

Faltando apenas um mês para o final do ano, o PIM já ultrapassa a marca de 20 mil demissões até novembro deste ano.
De acordo com dados divulgados ontem pelo Sindmetal (Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas), no acumulado do ano, foram anotadas 21.597 mil homologações (13.725 homens e 7.872 mulheres). O número é 55,45% superior quando comparado às 13.893 demissões anotadas no mesmo intervalo do ano passado.
Entre as empresas que mais demitiram no período, a “campeã” de demissões foi a Moto Honda, com 1.470 homologações que refletem a crise enfrentada pelo setor de duas rodas ao longo deste ano. Em seguida, figuram na lista a Samsung (-1.070) e a L.G (-826). Jabil, Yamaha e Digibrás também aparecem no ranking com 560, 542 e 441 demissões, respectivamente.
O resultado isolado de novembro apontou para 1.838 desligamentos (1.146 homens e 692 mulheres), resultado praticamente estável (- 1,34%) em relação às 1.863 demissões (1.063 homens e 800 mulheres) do mesmo período de 2011.
Já no comparativo com o mês imediatamente anterior, quando 1.636 trabalhadores tiveram suas demissões homologadas, novembro registrou acréscimo de 12,34%, quebrando o breve período de trégua nas demissões nos meses de setembro e outubro.
Em outubro, por exemplo, ainda segundo os dados do sindicato, a redução no número de homologações foi de 1,91% frente a setembro e de 18,32% frente ao mesmo mês do ano passado.
Para o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, o fim do período de produção para o Natal é um dos motivos para o aumento do número de rescisões contratuais.
“Em setembro e outubro, o setor de eletroeletrônicos e o de alimentos e bebidas conseguiram sustentar, de maneira geral, o nível de contratos assinados no PIM. Mas agora, não dá mais para segurar”, afirma.
Ele explica que apesar dos esforços, as fábricas não conseguiram esvaziar os estoques, e sem saída dos produtos, os empregadores não conseguiram evitar as demissões.
“Todos os pedidos já foram entregues e agora tem início no calendário produtivo o período de férias coletivas. Mas, temos somado a esses fatores, toda a conjuntura da economia que continua afetando, sobretudo, a concessão de crédito para o consumidor e, consequentemente, o setor de duas rodas”, explanou.
Azevedo acrescenta que nem mesmo a política das empresas de ‘segurar’ a mão de obra não está sendo colocada em prática.
“Nunca é interessante para o empregador demitir, porque os custos com novas contratações assim que a produção volta a ficar aquecida são bem maiores. Mas, enquanto o aquecimento não chega, as demissões vêm sendo efetivadas”.
No entanto, ele pondera que assim como as saídas dos trabalhadores do PIM são observadas, uma atenção especial também deve ser dada às entradas, isto é, as contratações, para traçar um cenário mais completo sobre o emprego no Estado.
Os dados mais recentes do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) que dão conta deste saldo de empregos mostram que o PIM registrou saldo positivo de 358 postos criados, mas ainda assim ficou abaixo da criação de vagas de setembro (1.106). Já no acumulado até outubro deste ano, a indústria amazonense gerou um saldo de 451 empregos (entre demissões e admissões) contra os 21.911 criados em igual intervalo de 2011.
“Mesmo que a produção industrial no Distrito tenha avançado, não vamos alcançar o resultado de 2011”, reforçou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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