O comando do DEM já acertou que a desfiliação do senador Edison Lobão Filho (DEM-MA) será formalizada depois do Carnaval e em clima amistoso. O líder da legenda no Senado, José Agripino Maia (RN), afirmou que os democratas não recorrerão à Justiça para obter a vaga de Lobão Filho na Casa Legislativa.
Agripino negociou diretamente com o ministro Edison Lobão (Minas e Energia), que pediu “garantias” de que seu filho não seria prejudicado com a desfiliação do DEM. “Será tudo amistoso e sem problemas”, disse o líder. A conversa entre o senador e Lobão ocorreu, por telefone, na última terça-feira.
A cúpula do DEM e Lobão Filho trocaram críticas públicas em meio às denúncias que cercam o senador. Para os democratas, seria insustentável manter nos seus quadros o filho de um ministro do governo. Já Lobão Filho reclamou do que chamou de hostilidade e presunção do partido.
“A curtíssimo prazo estamos resolvendo tudo isso. Não há razão para responder a certas críticas”, reagiu Agripino, evitando polemizar, novamente, com Lobão Filho.
Lobão Filho disse ter recebido convites para se filiar no PMDB, PR e PTB. Nos bastidores, a informação é que ele já teria definido ir para o PTB. Lobão Filho é acusado de utilizar laranja para sonegar impostos, ocultar sociedade em uma empresa de bebidas e ainda cometer irregularidades na venda de uma emissora de televisão no interior do Maranhão. Ele nega. O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), não arriscou uma previsão sobre a situação política de Lobão Filho. Mas tentou desvincular o caso do parlamentar maranhense das circunstâncias que envolveram os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Gim Argello (PTB-DF) -ambos acusados de quebra de decoro. “Não sou profeta, muito menos do desastre. Mas repito que ca-da caso é um caso. A história não se repete”, disse Garibaldi.







