Dendê pode transformar Amazonas em grande produtor de biocombustível

Em: 25 de junho de 2008
Na África Meridional, os bilionários falam em Oriente Médio dos combustíveis vegetais. Há uma corrida mundial por espaços, o que, no caso do dendê, inclui também a Colômbia, que pretende aumentar de 300 mil hectares para um milhão de hectares.
Na África Meridional, os bilionários falam em Oriente Médio dos combustíveis vegetais. Há uma corrida mundial por espaços, o que, no caso do dendê, inclui também a Colômbia, que pretende aumentar de 300 mil hectares para um milhão de hectares.

A Braspalma intermedia a negociação entre governo do Estado e um grupo de empresários malasianos que demonstraram interesse, em abril desse ano, em cultivar dendê em áreas degradadas do Amazonas. Tefé, onde na década de 1980 foi iniciado um projeto experimental da Emade (Empresa Amazonense de Dendê), possui grandes áreas propícias ao desenvolvimento da cultura sem agressões à floresta amazônica.
Hoje a produção de óleo de palma sustentável, de acordo com o mecanismo RSPO (sigla em inglês para Fórum Global sobre Óleo de Palma Sustentável), é a melhor maneira para atender a crescente demanda mundial pelo produto sem causar prejuízo para as populações locais e para o meio ambiente.
O dendê é considerado a soja do Oriente, onde se concentram enormes plantações de 500 mil hectares a 700 mil hectares, e por lá virou o “ouro verde”, como define o bilionário Sukanto Tanoto, proprietário do grupo RGM International, da Indonésia, país que possui cerca de 6,4 milhões de hectares e pretende acrescentar mais 20 milhões nos próximos 20 anos.
Na África Meridional, os bilionários falam em Oriente Médio dos combustíveis vegetais. Há uma corrida mundial por espaços, o que, no caso do dendê, inclui também a Colômbia, que pretende aumentar de 300 mil hectares para um milhão de hectares.
É um negócio de futuro, haja vista o Brasil ocupar atualmente o 11º e 13º lugares, respectivamente, em produção e em consumo do óleo e seus derivados, produzindo apenas cerca de 30% de seu consumo e necessitando de aumentar sua produção de óleos vegetais para garantir a meta de auto-suficiência em biocombustíveis para os transportes de carga.
Em nível local, o dendê pode se constituir importante fonte de renda e trabalho, devendo a fábrica da Braspalma beneficiar cerca de 300 famílias, que passarão de uma renda média de R$ 200 para R$ 800 ou até mil reais, em cenário mais otimista.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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