Deputado critica falta de segurança nos barcos

Em: 7 de maio de 2008
Essas embarcações não garantem condições mínimas de segurança para que a população possa viajar com tranqüilidade, sem falar que elas fazem o trajeto sempre lotadas de cargas e passageiros.
Essas embarcações não garantem condições mínimas de segurança para que a população possa viajar com tranqüilidade, sem falar que elas fazem o trajeto sempre lotadas de cargas e passageiros.

O deputado Carlos Alberto (PMN), 3º vice-presidente da Assembléia Legislativa, utilizou a tribuna para mostrar sua indignação com os constantes acidentes envolvendo embarcações nos rios amazônicos.
Ele citou dados divulgados pelo Instituto Médico Legal do Amazonas que já identificou 36 vítimas fatais do naufrágio com a embarcação Comandante Sales, que afundou no domingo (4) nas águas do rio Solimões, nas proximidades da cidade de Manacapuru.
De acordo com o deputado, essas embarcações não garantem as condições mínimas de segurança para que a população possa viajar com tranqüilidade, sem falar que elas fazem o trajeto sempre lotadas tanto de cargas como de passageiros. “O fato mais intrigante — e que tem o consentimento dos demais passageiros –, é que o barco sai com um determinado número de passageiros e, em meio ao percurso, passa a pegar mais pessoas por meio de um pequeno voador também de propriedade do dono da embarcação. Isso faz com que a embarcação chegue a seu destino com passageiros muito além da sua capacidade de transportar. Se os passageiros criticassem essa ocorrência, a superlotação não existiria e muitos acidentes seriam evitados”, assinalou Carlos Alberto. Para o deputado, providências devem ser tomadas o quanto antes pela Capitania dos Postos para que essa situação não venha mais a acontecer. É lamentável, que pessoas que em sua maioria estão se deslocando para outra localidade, às vezes a trabalho, venham sofrer as conseqüências de um acidente por pura gana de uma pessoa que só visa o lucro e, com isso, muitas famílias ficam sofrendo com filhos e filhas órfãos e esposas e esposos enlutados.
Acompanhado de um jornal local, Carlos Alberto relatou que dados de alguns parentes fornecidos à Secretaria de Trabalho, Assistência Social e Habitação da Prefeitura de Manacapuru dão conta que ao menos outras 37 pessoas ainda permanecem desaparecidas. Já o Corpo de Bombeiros trabalha com a hipótese de pelo menos 20.
Para Alberto é difícil precisar o número exato de passageiros, pois segundo dados dessa Secretaria de Trabalho de Manacapuru não havia um registro oficial de quantos estavam no barco Comandante Sales.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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