Deputados defendem na ALE Orçamento justo

Em: 17 de novembro de 2008
Os deputados da base governista e da oposição chegaram à mesma conclusão com relação à distribuição do Orçamento do Estado para 2009, estimado em R$ 8,016 bilhões
Os deputados da base governista e da oposição chegaram à mesma conclusão com relação à distribuição do Orçamento do Estado para 2009, estimado em R$ 8,016 bilhões

Os deputados da base governista e da oposição chegaram à mesma conclusão com relação à distribuição do Orçamento do Estado para 2009, estimado em R$ 8,016 bilhões. Eles defenderam que o orçamento do próximo exercício precisa ser aprovado com critérios definidos e uma divisão justa de recursos, a fim de que o interior do amazonense tenha as mesmas oportunidades que a capital.
A discussão foi provocada pelo deputado Nelson Azedo (PMDB), ao pedir aos os colegas de parlamento a devida atenção à peça orçamentária, que vai ser discutida na próxima terça-feira, dia 18, às 11 h, na sala de reuniões do gabinete da presidência da Assembléia Legislativa.
Azedo defendeu que seja pedida a presença de técnicos do governo e, com transparência, possa mostrar à sociedade como é que vão ser usados esses recurso. “O parlamento tem que levar ao conhecimento da população como vão ser usados os recursos, que são bilhões e quem tem o dever de desvendar e abrir essa “caixa preta” somos deputados, os legítimos representantes do povo”, assegurou.
Quanto à preocupação com a crise econômica no próximo ano, levando o governo a reduzir o valor dos recursos financeiros de algumas pastas como a do setor primário e meio ambiente, Nelson Azedo disse que é um posicionamento louvável, mas que pode ser tratado ao longo do ano. “O que não pode é vir a peça orçamentária para ser discutida e votada na Assembléia e aqui não se discutir, nem prestar nenhum esclarecimento à sociedade”, defendeu. Na opinião de Azedo, o caminho ideal para discutir o Orçamento é copiar o exemplo da Câmara Federal que, recentemente, se deslocou a várias regiões do país, abrindo o orçamento federal, esclarecendo com transparência, mostrando para a sociedade como serão utilizados os recursos no próximo ano. “A Assembléia Legislativa tem que inovar, ir para os bairros de Manaus e municípios amazonenses para debater com a sociedade os orçamentos dos anos subseqüentes”, disse, lembrando que a cultura que tem um investimento pesado no próximo ano não pode privilegiar somente o Boi de Parintins. “Temos que oportunizar outros festivais belíssimos como a Festa do Cacau, da Laranja, do Tucunaré, quando o homem do interior coloca sua melhor roupa e vai prestigiar”, completou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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