A perda de 1.184 quilômetros quadrados de terras do Amazonas para o Acre dominou boa parte dos debates de ontem no plenário da Assembléia Legislativa. Coube ao deputado Luiz Castro (PPS) levantar a questão ao afirmar que “o pequeno Acre nocauteou o Amazonas”, porque ao longo dos anos os governos amazonenses se voltaram para as discussões em torno do PIM (Pólo Industrial de Manaus), esquecendo-se de outras igualmente importantes como é a do limites territoriais do Estado.
O comentário de Castro foi rebatido pelo líder do governo, deputado Sinésio Campos (PT), explicando que o governo Eduardo Braga buscou uma solução para o litígio de terras com o Estado vizinho, mas a situação já estava agravada chegando ao ponto do Acre ganhar terras do Amazonas por decisão superior da Justiça.
Na opinião de Sinésio, a saída para tentar reverter essa situação pode vir por meio de uma emenda constitucional, apresentada pelos senadores e deputados federais do Amazonas. Por sinal, a recomposição do território amazonense, que perdeu 1.184 quilômetros quadrados, vai ser motivo de reunião da bancada federal do Amazonas, hoje, no Senado. O petista disse que o litígio entre os Estados do Amazonas e o Acre, por uma vasta área de terra nos municípios de Envira, Guajará, Ipixuna, Eirunepé, Pauini e Boca do Acre se arrasta na Justiça há algum tempo, após o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a partir de cálculos errados durante o censo demográfico de 2000, ter reduzido a população de Envira em pelo menos 13 mil habitantes, além de ter encolhido a área do município, transferindo cerca de 44% de seu território para o Acre. “Diante disso, as autoridades acreanas aproveitaram e passaram a reivindicar essas terras. O caso ganhou maior dimensão, depois que o Acre passou a reivindicar, também, áreas dos municípios de Pauini, Guajará, Ipixuna, Boca do Acre e Eirunepé”, informou.
Deputados repudiam decisão do STF que dá terras ao Acre
Em: 8 de abril de 2008
A recomposição do território amazonense, que perdeu 1.184 quilômetros quadrados, vai ser motivo de reunião da bancada federal do Amazonas, hoje, no Senado.
Redação
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