Falando a jornalistas em Washington, Rato disse que os riscos para o crescimento global aumentaram. “O crescimento vai desacelerar, mas não num ritmo importante”, afirmou.
Além disso, estimou que o dólar vai se manter supervalorizado e que poderá continuar se depreciando. “Continuamos achando que o dólar está supervalorizado e achamos que ainda tem margem para se depreciar”. Por outro lado, disse acreditar que o o euro está bem próximo de seu ponto de equilíbrio.
Na semana passada, o Fun-do informou que o crescimento econômico mundial está sendo “compartilhado por todos os países de uma forma sem precedentes”, no recém-divulgado capítulo “As Mudanças nas Dinâmicas do Ciclo de Negócios Globais” do relatório “Panorama Econô-mico Mundial”, que deve ser lançado nesta semana.
O estudo afirma que “a economia global está agora em seu quinto ano de forte expansão”, o maior período de crescimento sustentável desde o final da década de 60 e o início dos anos 70, e que um dos fenômenos particularmente “únicos” do atual período é que “o forte crescimento está sendo compartilhado pela maior parte dos países, como prova da dispersão do crescimento por diversos países. Em outras palavras, virtualmente todos países estão indo bem”.
Criação de consórcio
Alguns dos maiores bancos do mundo estudam criar um fundo de US$ 75 bilhões que poderia comprar ativos de risco no setor hipotecário e em outras indústrias para aliviar a pressão sobre os mercados de crédito.
Entre os que participam das negociações estão gigantes das finanças globais como o Citigroup, Bank of America e JPMorgan Chase. A informação foi publicada ontem no jornal “The New York Times”, que lembra que este tipo de pressão ameaça a economia americana.
As instituições financeiras mantiveram reuniões para criar um fundo que poderia impedir uma venda em massa de ativos de propriedade de veículos de investimento filiados aos bancos.
O jornal aponta que as reuniões, que tiveram início há três semanas, aconteceram a pedido do Departamento do Tesouro americano.







