Desempenho do comércio resulta em mais empregos

Em: 7 de fevereiro de 2008
Como as expectativas são favoráveis e as condições ligadas ao aquecimento das vendas permanecem, isto é, emprego com tendência de alta, oferta de crédito, embora com juros altos na ponta do consumidor, além das liquidações programadas e ou­tras já em anda
Como as expectativas são favoráveis e as condições ligadas ao aquecimento das vendas permanecem, isto é, emprego com tendência de alta, oferta de crédito, embora com juros altos na ponta do consumidor, além das liquidações programadas e ou­tras já em anda

Os dados sobre a geração de novos empregos divulgados pelo governo fe­deral via IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), assim como a redução da população desocupada são positivas. Neste último caso, o IBGE detectou uma redução de 9,5% do contingente de pessoas sem ocupação no período de dezembro de 2007 em relação ao mesmo período de 2006.
A manutenção do aquecimento na ati­vidade produtiva e outros fatores têm sido a força motora a segurar em nível elevado os empregos além de reforçar a redução do contingente sem ocupação, embora o nível atual deste contingente seja bem superior àquele recomendado como ní­vel de segurança pelos especialistas.
No Amazonas o segmento industrial demonstra estar alinhado com as tendências do setor produtivo no Brasil, uma vez que o nível de emprego detectado neste setor dá indicações de crescimento. De acordo com os dados da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), referentes ao mês de novembro, as indústrias mantinham, naquele mês, 97.297 postos de trabalho, contra 98.194 que foi o número de empregos com o qual o exer­cício de 2006 foi fechado.
De outro lado, os dados do PIM (Pólo Industrial de Manaus) deixam entrever que em 2006 o saldo acumulado de novos postos foi de 1.387 empregos, enquanto em 2007, até o mês de novembro, a diferença entre admissões e demissões chega a 9.208 postos de trabalho. É importante registrar que o número médio de empresas pesquisadas em 2006 era de 406, caindo para 399 no ano passado.
As condições de manutenção dos empregos se reproduzem também no segmento comercial de Manaus. Normalmente o comércio faz contratações temporárias em grande volume nos meses de outubro e novembro para manter o bom nível de atendimento nas vendas ligadas às festas de fim de ano.
Depois do Ano Novo, este contingente, que em 2007 atingiu 4.500 temporários prestando serviço no comércio de Ma­naus, é dispensado, mas são absorvidos pelo mercado entre 20% e 30%. Em 2007, o caso foi diferente e o comércio absorveu 70% dos temporários contratados para o período festivo, re­presentando a manutenção de 3.150 empregos no comércio amazonense.
A expectativa dos dirigentes que ope­ram no comércio é de que festas como o Carnaval e as datas comemorativas que se aproximam, como a Páscoa, vão servir de âncora para segurar os postos de trabalho abertos no ano passado. No caso do Carnaval, as vendas foram favoráveis e a Páscoa se anuncia como um período de vendas promissoras.
Em janeiro já se registrou expansão das vendas do varejo representada pela co­mercialização de setores cujas demandas estão ligadas à volta à escola e o incremento atingiu setores como os de calçados, livrarias, adorno para festas carnavalescas e fantasias.
Como as expectativas são favoráveis e as condições ligadas ao aquecimento das vendas permanecem, isto é, emprego com tendência de alta, oferta de crédito, embora com juros altos na ponta do consumidor, além das liquidações programadas e outras já em andamento, o comércio parece se encaminhar para bons resultados no primeiro trimestre de 2008.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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