O desemprego em seis regiões metropolitanas do país -Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo- ficou em 13% em novembro, contra 13,4% em outubro, segundo pesquisa da Fundação Seade e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada na segunda-feira. Essa é a menor taxa desde janeiro de 1998.
No mês passado, o contingente de desempregados nas seis regiões pesquisadas foi estimado em 2,627 milhões de pessoas, 71 mil a menos do que em outubro.
Já o número de ocupados nas seis regiões foi calculado em 17,556 milhões de pessoas, e a PEA (População Economicamente Ativa) em cerca de 20,183 milhões.
“A criação de 72 mil postos de trabalho e a relativa estabilidade da PEA resultaram na retração do contingente de desempregados em 71 mil pessoas”, conforme os dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego).
O decréscimo da taxa de desemprego total refletiu as reduções em todas as regiões pesquisadas, com destaque para Belo Horizonte (8,3% em novembro, ante 9% em outubro), Porto Alegre (10,2% em novembro ante 10,6%) e Recife (18,2% contra 18,9%). No Distrito Federal, a taxa recuou de 16% em outubro para 15,7% em novembro, e em Salvador, de 20,4% para 19,9%.
Na região metropolitana de São Paulo caiu para 12,3% em novembro, ante 12,5% em outubro. Apesar da relativa estabilidade, esta taxa é a menor para novembro desde 1992 e a menor da série desde fevereiro de 1995.
No mês passado, o contingente de desempregados foi estimado em 1,297 milhão de pessoas em São Paulo -20 mil a menos do que em outubro.
O nível de ocupação (9,249 milhões) em São Paulo em novembro cresceu 0,4% em relação ao mês anterior (9,226 milhões). Por setor, houve crescimento, pelo terceiro mês consecutivo, na indústria (2%) e no agregado outros setores (5,9%, com destaque para a construção civil). Em contrapartida, houve redução no comércio (1,6%), pelo quarto mês consecutivo, e nos serviços (0,7%), após três meses com elevação.
Renda média
Em São Paulo, o rendimento médio real dos ocupados e o dos assalariados aumentou em 0,5% e 1,3% entre setembro e outubro deste ano, passando a R$ 1.216 e R$ 1.246, respectivamente.
Já no conjunto das seis re-giões, entre setembro e outubro deste ano, o rendimento médio real dos ocupados variou positivamente (0,6%) e passou a valer R$ 1.178, e o dos assalariados subiu 0,9%, para R$ 1.231.
Mercado de trabalho perde mais de 40 mil vagas formais
O número de empregados formais em novembro caiu 40.821, de acordo com dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). É a única queda registrada em um mês de novembro desde 2002. Em 2007, foram criados 124.554 empregos no mesmo mês.
Em relação ao mês de outubro, foi registrada uma queda de 0,13%. “No mês em análise, esse declínio do emprego, além de refletir forte sazonalidade, parece indicar a presença dos efeitos negativos da crise financeira internacional’’, afirma o relatório.
De janeiro a novembro de 2008, foram criados 2.107.150 postos de trabalho, recorde na série histórica para o período. “O mês de dezembro está invertendo a tendência. O crescimento médio de dezembro será de 10% em relação a dezembro de 2007’’, adianta o ministro Carlos Luppi (Trabalho).
O setor que apresentou o pior desempenho foi o de indústria de transformação (alimentos, metalurgia, calçados, etc.), com redução de 80.789 empregos. Só a indústria de produtos alimentícios e bebidas apresentou uma queda de 13.524 postos.
Na setor da agricultura, houve uma redução de 50.522. Para o ministro, a queda é reflexo da entressafra no centro-sul do país. “Aqui não tem efeito da crise, é a época do ano mesmo’’, disse.
Na construção civil, houve uma queda de 22.731 postos de trabalho. Os setores de comércio e serviços, porém, apresentaram um crescimento na geração de empregos, com 77.866 e 39.298 novos postos de trabalho respectivamente.
A Região Sudeste teve a maior queda no número de empregos, com 38.397 mil postos extintos.
No Centro-Oeste houve uma queda em torno de 15.046 empregos e no Norte, 7.376. Sul e Nordeste apresentaram um crescimento no número de empregos de 11.711 e 8.287 respectivamente.
Os números do Caged consideram o saldo registrado no mercado formal, ou seja, o número de contratações menos o número de demissões.







