Desemprego fica em 11,1% em abril, mostra Seade/Dieese

Em: 26 de maio de 2011
A taxa de desemprego total medida em sete regiões metropolitanas do país fechou o mês de abril em 11,1%, praticamente estável em relação a março, quando estava em 11,2%
A taxa de desemprego total medida em sete regiões metropolitanas do país fechou o mês de abril em 11,1%, praticamente estável em relação a março, quando estava em 11,2%

A taxa de desemprego total medida em sete regiões metropolitanas do país fechou o mês de abril em 11,1%, praticamente estável em relação a março, quando estava em 11,2%. O dado faz parte da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) divulgada hoje pela Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) e Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
A taxa de desemprego aberto, que abrange pessoas que procuraram trabalho de maneira efetiva no período de 30 dias anteriores à pesquisa e não exerceram nenhum trabalho nos últimos sete dias desse prazo, subiu de 8,3% em março para 8,4% em abril. Já a taxa de desemprego oculto, composta por pessoas que realizaram algum trabalho remunerado eventual ou de auto-ocupação sem qualquer perspectiva de continuidade, ficou em 2,8%, a mesma taxa registrada em março.
Já a taxa de participação, que é a proporção de pessoas com dez anos ou mais incorporadas ao mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas, sofreu uma ligeira alteração, passando de 59,5% em março para 59,6% em abril.
O nível de ocupação nas sete regiões metropolitanas pesquisadas variou 0,4%, subindo de 19,455 milhões em março para 19,532 milhões em abril.
O número de postos de trabalho gerados foi de 77 mil, semelhante ao número de pessoas que entraram na força de trabalho (75 mil), o que manteve o contingente de desempregados praticamente inalterado. Os rendimentos médios reais dos ocupados nas sete regiões metropolitanas pesquisadas caíram 1,2% em março, passando para R$ 1.371.
A taxa de desemprego total na região metropolitana de São Paulo também se manteve praticamente estável na passagem de março para abril, passando de 11,3% para 11,2%. De acordo com a pesquisa da Seade/Dieese, o resultado refletiu movimentos mínimos da taxa de desemprego aberto, que passou de 9% para 8,8%, e da taxa de desemprego oculto, que de março para abril passou de 2,3% para 2,4%.
Em abril, o total de desempregados na região metropolitana de São Paulo foi estimado em 1,197 milhão de pessoas, 5 mil a menos que no mês anterior. Foram gerados neste período 51 mil postos de trabalho, número semelhante ao do aumento da força de trabalho, que teve entrada de 46 mil pessoas. A taxa de participação passou de 62,6% para 62,8%.
Entre fevereiro e março, os rendimentos médios reais dos ocupados caíram 1% na região metropolitana de São Paulo, passando para R$ 1.490. Foi o quinto mês consecutivo de redução. Já a massa de rendimentos dos ocupados na região caiu 2,3% em março.

Grandes companhias empregam mais

Apesar de representarem apenas 0,4% do total de empresas e organizações listadas no Cempre (Cadastro Central de Empresas 2009), as grandes companhias absorvem 42,6% do pessoal assalariado no País, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). As microempresas, que representam 88,9% do total do Cempre, empregam 14,8% da mão de obra assalariada.
Em 2009, as pequenas empresas foram responsáveis pela contratação de 24,3% da força de trabalho do país, enquanto as médias empregavam 18,3%. Os números do IBGE mostram ainda que as microempresas possuem o menor índice de trabalhadores assalariados com nível superior, de apenas 4,7% do total. Já as grandes empresas concentram a maior quantidade de empregados com diploma universitário – 57,7% dos trabalhadores formados -, sendo que um em cada cinco desses funcionários está empregado na indústria da transformação.
A presença masculina foi marcadamente maior que a feminina, sobretudo nas empresas de grande e médio porte, onde os homens eram 68,2% da força de trabalho, contra 31,8% de mulheres. Nas pequenas empresas, 61,1% eram homens e 38,9% mulheres. Nas microempresas, a proporção caía para 54,9% do sexo masculino e 45,1% do sexo feminino.
O levantamento do IBGE foi conduzido junto a 4,8 milhões de empresas e organizações, que reuniam 40,2 milhões de assalariados, sendo que 23,4 milhões (58,1%) eram homens e 33,6 milhões (83,5%) não tinham nível superior.

Mulheres são maioria em 5 atividades

As mulheres dominam apenas 5 das 20 atividades econômicas pesquisadas no Cempre (Cadastro Central de Empresas 2009), divulgado hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Entre os assalariados no país em 2009, as mulheres eram maioria nas seções saúde humana e serviços sociais (76,9%), educação (67,3%), alojamento e alimentação (54,1%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (52,6%) e outras atividades de serviços (51,6%).
Já os homens dominavam as atividades de construção (92,2%), indústrias extrativas (90,0%), transporte, armazenagem e correio (84,2%), agricultura, pecuária, produção florestal pesca e aquicultura (84,1%), água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação (81,6%) e eletricidade e gás (81,1%).As áreas econômicas que apresentaram maior porcentual de trabalhadores assalariados com diploma universitário foram atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (51,5%), educação (48,5%) e administração pública, defesa e seguridade social (41,4%). Em sentido contrário, apresentaram baixos níveis de empregados com formação superior as atividades de alojamento e alimentação (2,6%) e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (2,9%). As mulheres ainda são minoria entre os trabalhadores assalariados de empresas em todo o país. Santa Catarina é o Estado com a maior participação de mulheres, de 39,6%, entre a força de trabalho assalariada, segundo o Cempre. Outros Estados em que a participação das mulheres foi considerável, embora sempre menor que a masculina, foram Rio Grande do Sul (38,5%), Roraima (37,3%), Paraná (36,9%) e Distrito Federal (36,8%).Já o Estado que teve a maior participação de homens foi Alagoas, com 77,2% do pessoal ocupado.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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