Desemprego na zona do euro tem ligeira alta e fica em 7,5%

Em: 3 de novembro de 2008
A taxa de desemprego na zona do euro ficou em 7,5% (dado anualizado) em setembro, uma ligeira variação para cima em relação à taxa vista em agosto, de 7,3%
A taxa de desemprego na zona do euro ficou em 7,5% (dado anualizado) em setembro, uma ligeira variação para cima em relação à taxa vista em agosto, de 7,3%

A taxa de desemprego na zona do euro ficou em 7,5% (dado anualizado) em setembro, uma ligeira variação para cima em relação à taxa vista em agosto, de 7,3%. Nos 27 países da União Européia (UE) o dado também ficou praticamente estável: no mês passado, a taxa de desemprego ficou em 7% na região, contra 6,9% em agosto. Em setembro de 2007, a taxa estava nos mesmos 7%. Os dados foram divulgados hoje pela Eurostat, a agência de notícias do bloco europeu.
Segundo a agência, cerca de 16,710 milhões de pessoas na UE (sendo 11,691 milhões nos 15 países da zona do euro) estavam desempregadas em setembro.
Entre os países da UE, as menores taxas foram as registradas na Holanda (2.5%) e na Dinamarca (2,9%); já as registradas na Espanha (11,9%) e na Eslováquia (10%) foram as mais altas.
Na comparação com os dados de setembro do ano passado, 17 países-membros registraram um recuo no desemprego, nove registraram aumento e um ficou estável, segundo a Eurostat. As maiores quedas foram as registradas na Polônia (9% para 6,5%) e na Áustria (4,5% para 3,2%); já os maiores avanços foram os observados na Espanha (8,3% to 11,9%) e na Irlanda (4,6% para 6,6%).
Para comparação, a taxa de desemprego nos EUA em setembro ficou em 6,1% e no Japão, em 4,2% em agosto.
A taxa de inflação anualizada na zona do euro em outubro ficou em 3,2%, a menor desde janeiro deste ano, contra 3,6% em setembro. Os dados (preliminares) foram divulgados nesta sexta-feira pela Eurostat. Em setembro e agosto, já haviam sido registradas quedas na taxa anualizada, ambas de dois décimos, após altas contínuas em maio, junho e julho. A Eurostat divulgará o dado oficial de inflação, para a zona do euro, a UE e todos os países-membros em 14 de novembro. Se for confirmada, a taxa de outubro será a mais baixa desde janeiro, quando o Índice de Preços ao Consumidor Harmonizado dos países do euro também ficou em 3,2%.
O escritório elabora a primeira estimativa sobre a evolução da inflação a partir da informação oferecida pelos países-membros e com dados sobre preços da energia.

Confiança de empresários e consumidores tem queda

Segundo a agência, o cálculo preliminar é muito confiável, já que, nos dois últimos anos, as estimativas coincidiram com as taxas definitivas em 15 vezes e, em outros nove casos, só se desviaram um décimo.
A confiança dos empresários e dos consumidores da zona do euro caiu de modo acentuado em outubro, atingindo o nível mais baixo desde 1993, segundo a Comissão Européia, o órgão executivo da União Européia.
O índice de confiança econômica, um indicador que resume a opinião dos empresários e dos consumidores, perdeu mais de sete pontos e ficou em 80,4, contra 87,5 pontos em setembro. Trata-se da queda mais forte em um mês desde a criação deste índice, em janeiro de 1985, indicou a Comissão Européia em um comunicado.
Tal nível, nunca visto em 15 anos, é muito inferior às expectativas dos analistas, que apostavam em 85,3 pontos.
Fazem parte da zona do euro os países que utilizam a moeda única européia: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslovênia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Malta e Portugal. Já a União Européia inclui: Bulgária, Dinamarca, Eslováquia, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Polônia, Reino Unido, República Tcheca, Romênia e Suécia.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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