Desemprego sobe para 8,7% em fevereiro

Em: 27 de março de 2008
A população ocupada somou 21,16 milhões, sem variação significativa em relação a janeiro, segundo o IBGE. Na comparação com fevereiro de 2007, houve expansão de 3,6%.
A população ocupada somou 21,16 milhões, sem variação significativa em relação a janeiro, segundo o IBGE. Na comparação com fevereiro de 2007, houve expansão de 3,6%.

A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil subiu para 8,7% em fevereiro, depois de ficar em 8%, no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Comparado a o mês de fevereiro do ano passado, porém, o índice recuou 1,2 ponto percentual.
O contingente de desocupados totalizou 2 milhões de pessoas no total das regiões pesquisadas. Isso indica elevação de 9,1% em relação a janeiro, e redução de 9,9% na comparação com fevereiro de 2007.
O número de empregados com carteira assinada ficou estável em relação a janeiro, crescendo 8,4% em relação ao constatado em fevereiro de 2007. A população ocupada somou 21,16 milhões, sem variação significativa em relação a janeiro, segundo o IBGE. Na comparação com fevereiro de 2007, houve expansão de 3,6%.
Regionalmente, na comparação mensal, somente em Belo Horizonte houve alteração na taxa de desocupação: acréscimo de 1 ponto percentual. Em relação a fevereiro de 2007, houve quedas em Belo Horizonte (1,6 ponto percentual), São Paulo (1,3 ponto percentual) e Porto Alegre (1,9 ponto percentual). Já o rendimento médio real dos trabalhadores ocupados subiu 1,1% em relação a janeiro, chegando a R$ 1.189,90.

Tendência
de alta

A taxa de desemprego deve permanecer em alta nos próximos meses, segundo o IBGE.
O movimento de crescimento constatado nos dois primeiros meses é sazonal e já era esperado, explicou o coordenador da Pesquisa Mensal de Emprego, Cimar Azeredo. A expectativa é que a taxa só comece a arrefecer a partir de maio. “Não houve piora. Ocorreu uma evolução sazonal, que é normal nessa época do ano. O comércio fica mais esvaziado, o consumo diminui bastante. Há muitos impostos para pagar nessa época. Pelo histórico, espera-se que haja queda a partir do segundo trimestre”, afirmou.
Azeredo observou que a subida do nível de desemprego ocorreu, principalmente pelas dispensas no setor de comércio, após as contratações que são feitas no final de ano. Ele ressaltou, no entanto, que o patamar atual está abaixo do que vinha sendo verificado nos últimos anos.
A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil subiu para 8,7% em fevereiro, depois de ficar em 8%, no mês anterior. Em relação a fevereiro do ano passado, porém, o índice recuou 1,2 ponto percentual.
No ano passado, o desemprego ficou em 9,3% e 9,9%, respectivamente, em janeiro e fevereiro. No ano anterior, esses índices haviam chegado a 9,2% em janeiro e 10,1% em fevereiro.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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