A taxa de desmatamento na Amazônia caiu 28% em julho em comparação com ju–nho. Os dados foram divulgados ontem pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Segundo o sistema Deter, que capta o desmatamento em tempo real com o uso de imagens de satélite, foram perdidos 225 km2 de floresta na região no mês passado, contra 312 km2 em junho. Em comparação com julho do ano passado, a queda foi de 50%.
Mesmo assim, o Deter indica que o desmatamento no ano de 2011 (medido de agosto de 2010 a julho deste ano) foi maior que o do ano passado. Em 2010 a Amazônia registrou a taxa de devastação mais baixa já medida pelo Prodes, o sistema do Inpe que dá as cifras oficiais do corte da floresta -foram 6.400 km2 desmatados, uma área quatro vezes maior que a da cidade de São Paulo.
A reportagem apurou, no entanto, que o dado de 2010 será revisto para cima neste ano e deve ficar em torno de 7.000 km2. O procedimento de revisão é normal.
De agosto de 2010 a julho de 2011, o Deter apontou 2.654 km2 desmatados na Amazônia, um crescimento de 15% em relação ao período agosto de 2009/julho de 2010 (2.295 km2). O Deter, porém, é menos preciso e não enxerga pequenos desmatamentos, que são cada vez mais frequentes na região. Por conta dessa “miopia”, ele não é usado para cálculo de área desmatada, apenas para apontar tendências e auxiliar a fiscalização.
A série de dados do Deter indica que a reversão da tendência de queda do desmatamento começou em março. Em abril, quando o debate sobre o Código Florestal começou a ganhar destaque no Congresso, a devastação medida pelo Deter cresceu mais de 300% em relação ao mês anterior (e 835% em relação a abril do ano passado), o que levou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a convocar uma espécie de “gabinete de crise”.
Segundo o governo, contribuem para a escalada do debate as expectativas do setor produtivo em relação à anistia a desmatadores, o mercado de commodities agrícolas aquecido e a lei de zoneamento complacente em Mato Grosso.
O Ibama suspendeu todas as operações de fisca–lização no restante do Brasil e deslocou mais de 500 agentes para reforçar a fiscalização na Amazônia. Ações do próprio governo, no entanto, também estão se mostrando corresponsáveis pelo aumento no desmate.
O município mais desmatado em julho foi Porto Velho (RO), que abriga as usinas hidrelétricas do rio Madeira. O terceiro município mais desmatado foi Altamira (PA), onde será construída a megausina de Belo Monte, no rio Xingu.
Desmatamento cai em julho
Em: 18 de agosto de 2011
A taxa de desmatamento na Amazônia caiu 28% em julho em comparação com ju–nho. Os dados foram divulgados ontem pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também

IBS e CBS: empresas terão de redobrar atenção com Nota de Débito
18 de setembro de 2026

CNH vencida entre junho e setembro tem validade extra até dezembro
18 de setembro de 2026

O boom do mercado livre de energia no Brasil e a busca por contratos verdes
18 de setembro de 2026

Seca no Norte pode elevar custo de transporte de contêineres em até 150%, diz consultoria
18 de setembro de 2026

Justiça Eleitoral rejeita cerca de 1,2 mil registros de candidatura
18 de setembro de 2026

CNI avalia que Política Nacional de Minerais Críticos fortalece a indústria brasileira
17 de setembro de 2026

Grammy Latino 2026: Anitta, Marina Sena e Marisa Monte são indicadas
17 de setembro de 2026

Campanha de Lula aciona TSE e pede direito de resposta após propaganda eleitoral de Flávio
17 de setembro de 2026