Devolução de cheques cresce 25% em março

Em: 7 de abril de 2009
O volume de cheques devolvidos no Brasil cresceu 25,54% em março em relação a fevereiro, segundo dados da Equifax, provedora de banco de dados. No total, foram devolvidos 2.757.672 cheques
O volume de cheques devolvidos no Brasil cresceu 25,54% em março em relação a fevereiro, segundo dados da Equifax, provedora de banco de dados. No total, foram devolvidos 2.757.672 cheques

O volume de cheques devolvidos no Brasil cresceu 25,54% em março em relação a fevereiro, segundo dados da Equifax, provedora de banco de dados. No total, foram devolvidos 2.757.672 cheques. Na comparação com março do ano passado, o volume foi 12,88% maior. O número de cheques devolvidos por dia útil em março foi 8,4% superior ao de fevereiro e 2,6% maior ante março de 2008.
Segundo a Equifax, o aumento da inadimplência em março está relacionada à deterioração da capacidade de pagamento dos consumidores, por conta do avanço do desemprego e da estagnação do crescimento da renda disponível para o consumo. Para a Equifax, é preocupante a tendência de aceleração da inadimplência com cheques. De acordo com a empresa, o volume de cheques devolvidos vinha caindo desde 2006, mas voltou a crescer no último trimestre do ano passado, devido aos efeitos negativos da crise financeira internacional.
De acordo com a direção da empresa, “a situação da inadimplência ao longo de 2009 pode se agravar ainda mais”. Entretanto, a empresa ressaltou que não espera que a inadimplência atinja níveis que possam pôr em risco a estabilidade financeira das empresas brasileiras. A Equifax informou também que o volume de títulos protestados aumentou 36,43% em março ante fevereiro, para 982.693 protestos. Por outro lado, na comparação com março de 2008, o volume recuou 9,07%.

Baixa renda

Outra oesquisa realizada pelo Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP junto 703 consumidores que procuram informações no Balcão de Atendimento do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) da entidade, revelou que aumentou a participação da baixa renda no total da inadimplência. Essa pesquisa, que foi realizada durante março último, é semestral e procura apurar as causas da inadimplência e o perfil do consumidor inadimplente.
Comparativamente a setembro de 2008, a faixa de renda familiar até três salários mínimos apresentou aumento de 32% para 59% do total, o que, segundo o economista Marcel Solimeo, reflete o acesso de uma ampla parcela de consumidores de menor rendimento no mercado de crédito nos últimos anos.
O economista ainda lembrou que entre 2006 e 2008, segundo dados do SCPC, cerca de 20 milhões de CPFs foram consultados pela primeira vez, indicando que esse imenso contingente de consumidores buscaram alguma forma de financiamento.
Marcel Solimeo explicou que essa maior participação da baixa renda não significa que esse segmento apresenta inadimplência superior ao das demais faixas de rendimentos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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