Dos produtos vendidos no Brasil, 10% retornam para as empresas e em metade dos casos de devolução os consumidores têm a solução em até uma semana revela a pesquisa “Políticas de logística reversa em empresas que atuam no Brasil”. Inédito, o estudo que consultou 188 companhias foi apresentado no dia 13 no 1º Fórum Internacional de Logística Reversa, promovido pelo CLRB (Conselho de Logística Reversa do Brasil), em parceria com a Publicare Eventos, e realizado na capital paulista, com a presença de cerca de 180 executivos e empresários de vários setores.
“Nossa intenção foi levantar a quantidade e os custos do processo de devolução em relação às vendas. Metade das companhias afirmou gastar até 5% do faturamento obtido com o retorno dos produtos”, explicou Paulo Roberto Leite, responsável pela pesquisa e autor do livro Logística Reversa –Meio Ambiente e Sustentabilidade, cuja segunda edição foi lançada e autografada no fórum. “O custo do retorno é maior do que a quantidade de itens devolvidos. Mas grande parte das companhias brasileiras ainda não mensuram devidamente os custos de retorno”, afirmou.
Além da pesquisa, o fórum teve quatro palestras, duas delas ministradas por especialistas estrangeiros, e a apresentação de cases da Empresa Brasileira de Correios, TGestiona, Oxil, Rapidão Cometa e HP, além de participação de representante da Abinee. O presidente da norte-americana RLA (Reverse Logistics Association), Gailen Vick, falou sobre o dilema da logística reversa. “Os produtos descartados sem nenhuma política de reaproveitamento afetam negativamente o meio ambiente e a vida da população em todo o mundo e, ao mesmo tempo, são um importante ativo perdido pelas empresas. Apesar disso, a logística reversa não recebe a atenção desejada por grande parte das corporações”, defendeu. Pesquisa da RLA apurou que os processos na área de logística reversa representam entre 3% e 25% do PIB (Produto Interno Bruto) de alguns países. Nos Estados Unidos estima-se que movimente, no mínimo, US$ 360 bilhões anualmente.
Luis Veiga Martins, diretor-geral da SPV (Sociedade Ponto Verde), de Portugal, apresentou o resultado do trabalho da entidade sem fins lucrativos que em 2008 recolheu 535 mil toneladas ou quase metade (49%) de todos os resíduos de embalagens colocados no mercado pelas 8.900 companhias associadas.
Dez por cento dos produtos comprados são devolvidos
Em: 20 de maio de 2009
Dos produtos vendidos no Brasil, 10% retornam para as empresas e em metade dos casos de devolução os consumidores têm a solução em até uma semana revela a pesquisa “Políticas de logística reversa em empresas que atuam no Brasil”
Redação
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