Dia do Juticultor tem ato pró-fibras

Em: 21 de setembro de 2018
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Em encontro realizado ontem (20), na comunidade Monte Carmelo, no município de Manacapuru, o Sebrae-AM (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), realizou o dia do juticultor. O evento teve o objetivo de mostrar a realidade do segmento de juta e malva do município, e mostrar aos representantes do setor público e privado, as dificuldades e os desafios dos pequenos produtores da região.

Os produtores das fibras foram representados pelas cooperativas presentes, que reivindicaram junto aos órgãos do governo mais atenção ao setor, responsável por gerar emprego e renda para cerca de 2 mil famílias. Segundo a presidente da Coomapem (Cooperativa Mista Agropecuária de Manacapuru), Eliana Medeiros, uma das principais prioridades para atender as necessidades do segmento, é a criação de política de distribuição de semente e fomento da produção, que segundo ela atrasa a produtividade dos produtores e geram prejuízos irreparáveis na cadeia produtiva.

“Espero que de fato esse encontro com os juticultores com os representantes do governo sirva para mostrar nossa necessidade e apelo, para poder dar encaminhamento para tudo o que foi solicitado. Ter nossa semente hábil para o plantio e o pagamento da subvenção atrasada e as políticas de assistência de estudo tecnológico para o melhoramento da semente e produtividade”, disse.

Para o secretário da Seplancit (Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), João Orestes Schneider Santos, o mercado de fibras no estado está aquecido devido o aumento da demanda, e com isso já estuda maneiras de trabalhar juntos com outros órgãos do governo alternativas para ajudar a desenvolver o setor. “É inaceitável que todo ano o produtor de juta e malva tenha esse problema de atraso de semente prejudique essa produção autossustentável. Essa reunião mostrou que vários órgãos e entidades estão pensando no mesmo caminho, então o governo do estado junto com a Ufam e a Embrapa, vão trabalhar muito para produzir semente no estado e realizar o melhoramento genético dessa semente para produzir uma fibra de melhor qualidade. A longo prazo nossa meta é que a fibra do Amazonas seja a melhor do mercado”, disse.

Um dos apelos da juticultora Sueli da Silva Soares, é o reajuste de preço das fibras no mercado, para que a produção local ganhe mais valor no mercado e gere retornos melhores para as famílias.”Só queremos que olhem para nossa classe porque estamos esquecido. Todos os produtos têm reajustes. E nós com três anos estamos com o mesmo preço tabelado onde temos prejuízos na produção. Hoje só conseguimos vender a juta a R$ 2,60 e não tem como ter lucro”, ressaltou.

Segundo a diretora superintendente do Sebrae-Am, Adrianne Antony Gonçalves, os pequenos produtores terão assessoria de empreendimento e gestão, para profissionalizar sua atuação e atuar no mercado de forma mais organizada.

“O Sebrae está aqui para orientar o produtor de fibra ao empreendedorismo. Devido a esta grande demanda estamos aqui para dar esse suporte, transformá-lo em uma empresa pequena com gestão própria. Junto com as associações queremos ajudá-los a ter uma gestão de necessidade e receitas fazendo com que eles se enxerguem como empresas”, explicou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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