Na última sexta-feira foi o Dia do Outdoor, mas as empresas de Manaus especializadas nesse serviço têm pouco a comemorar com a data, pois visando a Copa do Mundo de 2014, a prefeitura está reordenando os pontos onde os outdoors são mais presentes. Com isso, de acordo com o Implubr (Instituto Municipal de Planejamento Urbano), o número de placas na cidade caiu de 1.059 para 510.
Está proibido colocar outdoor no Centro, Ponta Negra e Estrada do Turismo. A maioria das empresas com pontos nessas áreas teve o número de unidades reduzidos pela metade, tendo prejuízos financeiros.
Mas essa situação pode mudar, pois segundo acordo firmado entre as empresas e a prefeitura, até agosto deste ano novos locais deverão ser disponibilizados. Apesar da maioria dos clientes preferir placas nas avenidas Djalma Batista e Constantino Nery, duas das vias mais movimentadas da cidade, em todos os bairros há grande fluxo de potenciais compradores.
O proprietário da M3D Outdoor, Walter Montezuma, ingressou no ramo há quatro anos e, segundo ele, desde março deste ano a prefeitura vêm solicitando a retirada de placas na cidade. “Todas as empresas de outdoor perderam locais e aguardam novos espaços”, lamentou. Para o empresário, o outdoor é uma mídia barata que abrange todos os públicos e, como é de grande impacto, atinge imediatamente o consumidor.
Na M3D o cliente participa de todo o processo de produção do outdoor – é enviado um design ao cliente e ele escolhe os locais e compartilha as ideias para a produção do cartaz. Na empresa, a média de preço está entre R$ 500 e R$ 600 a unidade. “Nós temos um único preço, não importando a localização da placa, mas o tipo de cartaz influencia”, explicou Montezuma. A predominância de clientes na empresa é do setor de vestuário e de shows.
O proprietário da Rizzato Outdoor, uma das mais tradicionais empresas do segmento em Manaus, Heron Rizzato, disse acreditar que o outdoor é o veiculo de comunicação mais antigo do mundo – a empresa dele também sofreu com o remanejamento da prefeitura.
“No primeiro trimestre tínhamos 127 outdoors, hoje temos somente 57”, disse. O empresário informou que a veiculação de um outdoor está na faixa de R$ 1,2 mil por 14 dias. O preço, como na maioria das transações comerciais, cai de acordo com a quantidade adquirida. O preço final também é calculado conforme o material utilizado, seja ele papel, lona ou adesivo. Para ele, o retorno é de efeito rápido, servindo para liquidações e fixação de marca.
“O outdoor é um veiculo manchetista. Quem quiser mais detalhes sobre a marca ou produto deve procurar posteriormente a mídia impressa”, explicou. Para Rizzato, clientes varejistas e produtos populares são os que mais procuram serviço.
Mídia polêmica
Apesar de ser muito popular nas grandes cidades, ainda assim o outdoor é visto de formas extremadas em diferentes locais. Na praça Times Square, em Nova York (Estados Unidos), a versão eletrônica do outdoor dominou a paisagem e tornou o local um símbolo mundial da importância da mídia externa. Já na cidade de São Paulo (SP), a prefeitura proibiu esse tipo de divulgação alegando causar poluição visual.
Em Manaus, apesar de eventuais discussões em relação aos locais, formatos e estruturas, o outdoor é visto pela população e empresários como uma boa forma de divulgação de produtos, serviços e mensagens, sem maiores polêmicas.






