DIEESE – Desemprego deve diminuir em 2012, mas em ritmo mais lento

Em: 27 de janeiro de 2012
Isso deve ocorrer porque o PIB deve crescer por volta de 3%, o que manteria o ritmo de expansão da ocupação em cerca de 1% a 1,5% em 12 meses, em um mercado de trabalho que já está apertado
Isso deve ocorrer porque o PIB deve crescer por volta de 3%, o que manteria o ritmo de expansão da ocupação em cerca de 1% a 1,5% em 12 meses, em um mercado de trabalho que já está apertado

A taxa de desemprego deve continuar a cair ao longo de 2012, mas numa velocidade menor que a dos últimos anos, avalia o economista do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Sérgio Mendonça.
Segundo ele, isso deve ocorrer porque o PIB (Produto Interno Bruto) deve crescer por volta de 3%, o que manteria o ritmo de expansão da ocupação em cerca de 1% a 1,5% em 12 meses, em um mercado de trabalho que já está apertado. “Eu diria que estamos em um cenário de pequena queda do desemprego”, afirmou, sem arriscar um número.
Ontem, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a taxa de desemprego média nas seis principais regiões metropolitanas do país em 2011 ficou em 6%, menor nível da série, iniciada em março de 2002.
Para Mendonça, a taxa de desemprego neste ano deve ter um comportamento semelhante ao registrado em 2011. “Apesar da desaceleração da economia, ainda tivemos uma forte geração de empregos formais. A taxa não se reduziu na mesma velocidade de 2010, mas continuou caindo, o que foi, de certa forma, surpreendente, mais positivo do que esperávamos”, afirmou.
Entre os setores, os serviços e o comércio devem continuar a apresentar um comportamento positivo em termos de ocupação, influenciados pelo crescimento da renda, principalmente pelo aumento do salário mínimo, de 14,13%, para R$ 622.
Mesmo a indústria, destaca Mendonça, pode vislumbrar um cenário mais favorável em relação a 2011, devido à desvalorização do câmbio nos últimos meses. “A indústria já fez um ajuste no emprego em 2011 e pode registrar um crescimento pequeno nas contratações, menor que o de outros setores. A desvalorização do câmbio pode ser um fator estimulador, que mitiga um pouco as dificuldades da indústria”, afirmou.
O emprego na construção civil também deve apresentar um desempenho favorável, destaca Mendonça, devido à proximidade da Copa do Mundo de 2014 e à intenção do governo de gastar mais em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) neste ano em relação a 2011.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar