Dilma defende alta do IPI antipirataria

Em: 30 de setembro de 2011
O mercado interno brasileiro não será objeto de pirataria por nenhum país, disse ontem a presidente Dilma Rousseff
O mercado interno brasileiro não será objeto de pirataria por nenhum país, disse ontem a presidente Dilma Rousseff

O mercado interno brasileiro não será objeto de pirataria por nenhum país, disse ontem a presidente Dilma Rousseff. A fala enfática da presidente, pronunciada durante entrevista ao vivo ao programa Hoje em Dia, da TV Record, foi feita ao comentar o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre carros importados. “Essa medida é uma medida a favor do emprego e contra o fato de que o nosso mercado interno, enquanto depender deste governo, não será objeto de pirataria por país nenhum”, disse Dilma.
No último dia 15, o governo anunciou aumento de 30 pontos porcentuais no IPI de automóveis e caminhões que não cumprirem uma série de exigências. Para escapar da elevação do IPI, a montadora terá de fabricar veículos com, no mínimo, 65% de conteúdo regional médio; investir pelo menos 0,5% da receita bruta total de venda de bens e serviços em atividades de inovação, de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico de produto no País; e desenvolver 6 de 11 etapas em pelo menos 80% de sua produção de veículos no Brasil. As autopeças originárias dos países membros do Mercosul serão consideradas produzidas no País para efeito de apuração do conteúdo regional.
“Se nós aceitarmos que, na produção de veículos, alguém venha aqui, abra uma loja, produza o produto no seu país, crie empregos lá, pegue o carro prontinho e venha vender aqui, nós estamos cedendo a eles uma coisa que nós conquistamos com o maior esforço, que é o nosso mercado interno”, afirmou Dilma. “Nós queremos que qualquer empresa estrangeira que vier para o Brasil, para ela não pagar um imposto maior, ela tem de produzir aqui. Ela tem de gerar empregos aqui.” Para Dilma, o mercado interno brasileiro é apetitoso porque tem grande poder de consumo.
Na opinião da presidente, as empresas que criticaram a medida do governo são as que “não produziam aqui” e estavam “simplesmente montando e usando mecanismos para importar e usar o nosso mercado interno”. “A indústria automobilística brasileira está intacta. O que nós não queremos é que, nos últimos dois anos, quase 20% da nossa produção de veículos passou a ser importada. Isso é comprometer os empregos de qualidade do povo brasileiro”, disse Dilma.

Redação

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