Diretor do Maskate é recebido na CMM

Em: 9 de maio de 2013
CMM publicou Moção de Repúdio assinada pelos 41 vereadores em solidariedade a Reizo e Hiran Nicolau
CMM publicou Moção de Repúdio assinada pelos 41 vereadores em solidariedade a Reizo e Hiran Nicolau

O empresário Miguel Jorge Mourão, proprietário do jornal tablóide “Maskate”, foi recebido na manhã desta quarta-feira (8), pelo presidente da Câmara Municipal de Manaus, vereador Bosco Saraiva (PSDB). Durante o encontro, o empresário apresentou por escrito aos vereadores as providências que foram tomadas em relação ao caso Reizo x Nicolau na tentativa de identificar suposto ataque cibernético ao site do jornal.
De acordo com o empresário, foram três as tentativas de hackeamento do site que, segundo ele, resultaram na publicação pelo tablóide de matérias caluniosas contra os vereadores Reizo Castelo Branco (PTB) e Hiran Nicolau (PSB). Mourão afirmou que não se encontrou com os envolvidos, pois os mesmos estavam em sessão plenária, mas prestou solidariedade aos parlamentares, destacando que a publicação, também, foi vítima dos criminosos.
“Eu falei com o presidente Bosco Saraiva. Em momento algum ele acusou o jornal e disse que estava aguardando as investigações da Justiça. Me solidarizei (com os vereadores), mas eu não posso pedir desculpas, nem tomar nenhuma atitude porque não fomos nós que cometemos o crime. Tanto nós, quanto os vereadores, fomos vítimas de bandidos virtuais”, defendeu-se.
Entre as providências tomadas pela direção do jornal, Miguel Jorge Mourão enumera a abertura de inquérito nas Polícias Civil e Federal – já que o tablóide foi vítima de crime cibernético, enquadrado na Lei Carolina Dieckmann.
Além disso, o site que continha as informações falsas foi retirado do ar e a empresa responsável pela manutenção da página também já começou a fazer as investigações para saber a origem do hacker.
“Temos que esperar a polícia identificar os responsáveis para reivindicar judicialmente os prejuízos que eles nos causaram”, disse.
Na última terça-feira (7), a Câmara de Manaus publicou uma Moção de Repúdio assinada pelos 41 representantes municipais, na qual classificou como criminosa a desinformação publicada na internet.

Confiança

O proprietário do Maskate ressaltou a relação de confiança que mantém com seus funcionários. Na opinião dele, o ataque partiu de pessoas que não tem nenhum tipo de relação com a empresa.
“Eu defendo meus funcionários até a última instância. Eu trabalho com pessoas confiáveis há muitos anos. Quem trabalha comigo sabe que eu só contrato pessoas que passam por todos os testes de lealdade, inclusive. Nenhum funcionário meu fez isso, falo com absoluta certeza. Eu não deixaria que nenhum funcionário meu cometesse uma estupidez dessa ordem”, garantiu. Questionado se a invasão teria objetivo de prejudicar a imagem do jornal ou dos parlamentares, Mourão preferiu deixar que a investigação policial dê a resposta.
“Quem vai dizer isso é a polícia. Entre os vereadores envolvidos, um foi o mais votado na última eleição; o outro faz parte de uma família de políticos, de deputados. Os dois têm boa projeção. E o nosso jornal – sem falsa modéstia – incomoda. Pela linha editorial do Maskate, pela conduta, e pelo crescimento dele tem muitos inimigos. Mas eu não posso afirmar se foram inimigos do jornal ou dos vereadores. Só sei que foram inimigos da democracia”, finalizou.

“Vou processar e ponto final”, diz Nicolau

Para o vereador Hiran Nicolau, a visita que o gestor do Maskate fez ao parlamento municipal na manhã de ontem não alterou os planos de processá-lo.
Desconfiado de que a matéria postada no site do jornal contra ele foi encomendada por terceiros, e convencido de que não houve invasão de hackers, Hiran Nicolau diz que irá processar o empresário. De acordo com o parlamentar, a decisão foi tomada no momento em que soube da publicação, mas que, inicialmente, a intenção não era processar Mourão.
“Eu tinha dado um prazo até às 17h da última terça-feira para que ele me apresentasse o nome da pessoa que encomendou essa matéria para que ela pudesse ser processada pelo crime que cometeu. Caso ele não me apresentasse esse nome no prazo o processado seria ele. Depois disso ele mandou um comunicado para mim dizendo que o site tinha sido hackeado –coisa que eu não acredito –eu vou processá-lo. Ele não quis me apresentar o nome de quem encomendou a matéria, o problema é dele”, explicou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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