Dívida pública recua 0,12% em junho

Em: 26 de julho de 2010
A DPF (dívida pública federal) recuou 0,12% em termos nominais, ao passar de R$ 1,614 trilhão em maio para R$ 1,612 trilhão em junho
A DPF (dívida pública federal) recuou 0,12% em termos nominais, ao passar de R$ 1,614 trilhão em maio para R$ 1,612 trilhão em junho

A DPF (dívida pública federal) recuou 0,12% em termos nominais, ao passar de R$ 1,614 trilhão em maio para R$ 1,612 trilhão em junho. De acordo com informações do Tesouro Nacional, esta variação se deve ao resgate líquido de R$ 15,84 bilhões, compensado, em parte, pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 13,83 bilhões. Na última divulgação, relativo ao mês de abril deste ano (R$ 1,585 trilhão) para maio, houve elevação do endividamento.
A DPMFi (dívida pública mobiliária federal interna) também apresentou ligeira redução de 0,20% para R$ 1,516 trilhão. A redução verificada em junho, segundo o Tesouro, também se deve ao resgate líquido no valor de R$ 16,91 bilhões em títulos públicos federais que estavam nas mãos de investidores, compensado em parte pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 13,85 bilhões. “O fato da dívida pública apresentar queda é sempre positiva. Porém, o valor é irrisório e não indica vantagens”, afirma o economista da Um Investimento, Eduardo Otero. Por outro lado, o empréstimo de R$ 80 bilhões ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) impactou negativamente a DPMFi, que sofreu um aumento de R$ 118 bilhões no primeiro semestre deste ano. Os dados mostram que a dívida interna saltou de R$ 1,398 trilhão, no final de dezembro de 2009, para R$ 1,516 trilhão, em junho.
Como fator positivo da divulgação do mês passado, o economista da Um Investimento aponta o aumento da participação dos estrangeiros na dívida pública. Segundo o coordenador de operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, José Franco de Morais, a participação de estrangeiros na DPMFi atingiu em junho a marca recorde de 9,35%. Em maio, essa participação estava em 8,95%. Em valor nominal, a fatia dos estrangeiros em junho somou R$ 139 bilhões. Para ele, esta alta da participação reflete a estabilidade e os fundamentos econômicos do País, o que, especialmente em ambiente de instabilidade internacional, atrai os investidores externos.
Com relação ao estoque da DPFe (dívida pública federal externa), houve aumento de 1,11% em relação ao mês de maio, encerrando junho em R$ 95,90 bilhões (US$ 53,24 bilhões). De maio para abril também houve alta de 2,92%, segundo o Tesouro. Em relação à composição da DPF, houve redução na participação da DPMFi (de 94,12%, em maio, para 94,05%, em junho).
A parcela dos títulos com remuneração prefixada da DPF aumentou de 32,34% em maio, para 33,85% em junho devido, principalmente, à emissão líquida de R$ 18,62 bilhões desses papéis. Os títulos remunerados pela taxa Selic tiveram sua participação reduzida de 33,61% para 31,57%, em junho.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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