Divisa dos EUA fecha cotada a R$ 1,658 com alta de 0,48%

Em: 5 de maio de 2008
O dólar comercial foi trocado por R$ 1,658 para venda, em alta de 0,48%, nos últimos negócios de ontem.
O dólar comercial foi trocado por R$ 1,658 para venda, em alta de 0,48%, nos últimos negócios de ontem.

O dólar comercial foi trocado por R$ 1,658 para venda, em alta de 0,48%, nos últimos negócios de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,760, com avanço de 0,57%.
Profissionais de corretoras comentam com alguma preocupação os rumores de que o governo pode tomar alguma medida para evitar a retração ainda maior das taxas de câmbio. Essa preocupação ganhou reforço ontem com a divulgação do déficit de US$ 174 milhões da balança comercial na primeira semana de maio.
Na semana passada, quando a agência Standard & Poor’s promoveu o Brasil a “grau de investimento”, muitas associações de classe também manifestaram temor por uma “enxurrada de dólares”, a desvalorização ainda maior do câmbio e suas conseqüências para as exportações.
O mercado de câmbio ainda não refletiu essa “enxurrada de dólares”, e corretores lembram que, no caso de muitos fundos de investimentos mais conservadores, é necessário que outra agência de rating confirme a opinião da S&P. Ontem, a agência Fitch confirmou que a nota de risco brasileiro está sob “revisão ativa”.
“Para mim, o que houve ontem foi um ajuste. Na quarta-feira, quando houve a promoção, faltava pouco tempo para o mercado fechar. Na sexta, muita gente estava fora, porque emendou o feriado, e também houve poucos negócios. Ontem, o mercado somente ajustou os preços porque a taxa caiu rápido demais”, comentou Ideaki Iha, analista da corretora Fair.

Juros
futuros
Na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), os investidores puxaram as taxas projetadas para os anos de 2010 e 2011.
No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada foi mantida em 12,80% ao ano; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 13,55% para 13,68%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 13,43% mantida em 13,60%.
O boletim Focus, do Banco Central, mostrou que a maioria dos analistas elevou suas projeções, tanto para a inflação quanto para o crescimento do PIB deste ano. Pela mediana das estimativas, o IPCA previsto subiu de 4,79% para 4,86%. Já o crescimento esperado para o PIB foi ajustado de 4,60% para 4,66%.

Bovespa fecha em alta de 1,17%

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) teve um dia “atípico” de tranqüilidade na segunda-feira, mantendo-se firme durante toda a jornada de negócios e encerrou o dia em novo patamar histórico (recorde) de preços.
“O mercado ainda continuou a repercutir o ‘investment grade’ ontem e pode continuar dessa forma nos próximos dias. Mesmo com um cenário um pouco adverso lá fora, as ações da Petrobras e da Vale ficaram firmes durante todo o pregão. Nós não descartamos algumas realizações de lucros mas para frente, mas não agora”, comenta Rodrigo Silveira, gerente de operações da corretora e.um, a ‘extensão eletrônica’ da corretora Umuarama.
Na semana passada, a agência Standard & Poor’s revisou para cima o “rating” soberano do Brasil, para um nível já considerado “grau de investimento”, classificação reservada para países e empresas vistos como bons devedores.
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, teve alta de 1,17%, para 70.174 pontos.
O giro financeiro foi alto, de R$ 7,06 bilhões, acima da média de abril (R$ 6,2 bilhões). Neste ano, o ganho acumulado é de 9,84%.
A ação preferencial da Petrobras subiu 1,68%, para R$ 54,50, num dia em que o barril de petróleo bateu a cotação recorde de US$ 120; a ação preferencial da Vale teve ganho de 1,97%, a R$ 43,85, no pregão de ontem. A taxa de risco-país atingiu 199 pontos, com avanço de 1,01%.
O Banco Central promoveu seu habitual leilão de câmbio às 15h07 e aceitou ofertas dos dealers a R$ 1,6610 (taxa de corte).
“Para mim, o que houve na segunda-feira foi um ajuste. Na quarta-feira, quando houve a promoção, faltava pouco tempo para o mercado fechar. Na sexta, muita gente estava fora, porque emendou o feriado, e também houve poucos negócios. Na segunda-feira, o mercado somente ajustou os preços porque a taxa caiu rápido demais”, c

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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