Dólar cai e chega a R$ 1,70

Em: 16 de outubro de 2009
O mercado de câmbio doméstico finalmente testou a taxa de R$ 1,69, por poucos minutos no expediente de quinta-feira
O mercado de câmbio doméstico finalmente testou a taxa de R$ 1,69, por poucos minutos no expediente de quinta-feira

O mercado de câmbio doméstico finalmente testou a taxa de R$ 1,69, por poucos minutos no expediente de quinta-feira. Captações externas de empresas brasileiras, e a perspectiva de mais IPOs (lançamentos de ações), o que costuma atrair capital estrangeiro em peso, derrubaram as cotações desde o fechamento de 3 de setembro de 2008. A data é anterior ainda à pior fase da crise financeira global, marcada pela quebra do banco Lehman Brothers.
Nas últimas operações do mercado, o dólar comercial foi vendido por R$ 1,700, em um decréscimo de 0,17% sobre a cotação final anterior. A desvalorização acumulada neste ano chega a 27,2%. Os preços da moeda americana chegaram à mínima de R$ 1,699. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 1,800, em baixa de 0,55%.
Entre os destaques do dia, os gigantes financeiros americanos Goldman Sachs e Citigroup apresentam lucros em seus balanços do terceiro trimestre, contrastando com os pesados prejuízos registrados no mesmo período de 2008 (início da crise financeira internacional).
No front doméstico, depois que o Ministério do Trabalho revelou que em setembro houve a maior criação de empregos do ano, o IBGE mostrou que as vendas do setor varejista cresceram pelo quarto mês consecutivo.
Em paralelo, várias entidades privadas apontaram para uma queda nas taxas de inadimplência.
O gerente da Confidence Câmbio (especializada em câmbio turismo), Felipe Pellegrini, não descarta a possibilidade da taxa cambial chegar a R$ 1,60 “num momento de euforia no mercado”. “Com certeza, o mercado deve testar a cotação de R$ 1,65 nos próximos dias”, avalia.
Felipe Pellegrini atribui a desvalorização das taxas de câmbio por conta do forte ingresso de recursos para a Bolsa de Valores.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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