O mercado de câmbio doméstico seguiu na quarta-feira “travado” pela expectativa em torno da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que anuncia nas próximas horas a nova taxa básica de juros do país.
A cotação da moeda norte-americana oscilou entre R$ 1,767 e R$ 1,760, ontem, num claro sinal da pouca disposição dos agentes de mercado em assumirem riscos na operação.
Ao final dos negócios, o dólar comercial foi cotado por R$ 1,765, em uma queda de apenas 0,16% sobre o fechamento de terça-feira.
Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,870, em baixa de 0,53%.
Os números da BM&F mostram que o giro de negócios se retraiu de anteontem para ontem: no segmento para negócios à vista com o dólar, o volume contratado caiu de US$ 3.48 bilhões, na terça-feira, para US$ 2.58 bilhões (número preliminar) registrado ontem.
Entre as principais notícias da terça-feira, o Banco Central informou que o fluxo cambial do país (a diferença entre saídas e entradas de dólares) ficou negativo em US$ 1,5 bilhão neste mês, até o dia 12. o resultado também é negativo no acumulado deste ano, em US$ 867 milhões.
Juros futuros
No mercado futuro de juros, que serve de referência para os juros bancários, as taxas projetadas cederam nos contratos mais negociados.
No contrato que aponta os juros para outubro de 2010, a taxa prevista caiu de 10,02% ao ano para 9,94%; no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada recuou de 10,53% para 10,46%. E no contrato de janeiro de 2012, a taxa projetada passou de 11,67% para 11,63%. Esses números são preliminares e podem sofrer ajustes.







