Dólar comercial fecha estável cotado a R$ 1,813

Em: 18 de dezembro de 2007
Sem indicadores macroeconômicos relevantes, o mercado local aproveitou a forte alta de anteontem para vender, o que manteve a cotação da moeda americana em baixa
Sem indicadores macroeconômicos relevantes, o mercado local aproveitou a forte alta de anteontem para vender, o que manteve a cotação da moeda americana em baixa

O dólar comercial fechou estável cotado a R$ 1,813 para a venda, em um dia bem mais calmo do que ontem. Já o dólar turismo foi cotado a R$ 1,920 (venda) em São Paulo, com baixa de 1,03%.

O mercado de câmbio ficou mais tranqüilo, após as tensões causadas ontem pela crise do crédito imobiliário de alto risco (“subprime”) nos Estados Unidos e pelo rebaixamento feito pela Morgan Stanley para as ações de empresas brasileiras.

Sem indicadores macroeconômicos relevantes, o mercado local aproveitou a forte alta de anteontem para vender, o que manteve a cotação da moeda americana em baixa durante boa parte dos negócios.

Nem mesmo o leilão do Banco Central conseguiu inverter definitivamente o sinal. A autoridade monetária entrou no mercado por volta das 12h30, quando comprou a moeda americana com taxa de corte de R$ 1,8038.

Bovespa fecha em alta de 2,12%

A Bolsa de Valores de São Paulo se recuperou parcialmente da forte queda de segunda-feira e fechou em alta ontem.
O Ibovespa -principal indicador da Bolsa paulista- avançou 2,12%, a 61.096 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,22 bilhões, dentro da média dos últimos meses. O mercado percebeu que a queda de 4,19% verificada ontem foi exagerada e aproveitou o pregão em baixa para ir às compras. Boas notícias corporativas, principalmente no setor de telefonia, ajudaram no movimento altista.

Apesar das Bolsas americanas estarem em alta -o Dow Jones avança 0,58% e o Nasdaq Composite ganha 0,88%- o mercado daquele país esteve volátil ao longo do dia, o que não ocorreu por aqui.

A máxima do dia ocorreu logo na primeira hora do pregão, quando atingiu 61.421 pontos, no momento em que os investidores agiram com mais força. Os negócios só andaram em terreno negativo por poucos minutos por volta das 15h, mas logo se recuperou.

Três notícias do front externo foram importantes para a alta de ontem nas Bolsas americanas, ajudando por tabela a Bolsa paulista.

A primeira foi o resultado do quarto trimestre fiscal (setembro a novembro) do banco de investimentos Goldman Sachs, que avançou 2%. O fato do banco ter colocado dúvidas sobre o futuro do mercado de crédito corporativo chegou a fazer suas ações caírem mais de 5%, levando as Bolsas americanas junto, mas depois se recuperaram.

A segunda foi a proposta do Federal Reserve, o BC dos EUA. de restringir o acesso ao crédito imobiliário com a inclusão de novas regras de concessão de financiamentos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.