O Banco Central vendeu ontem o dólar comercial por R$ 1,821, em um decréscimo de 0,81% sobre a cotação final de ontem. Trata-se do menor valor desde o dia 5 de agosto. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,842 e R$ 1,816. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,930, em baixa de 1,02%.
O BC realizou seu habitual leilão de compra às 15h16 (hora de Brasília) e aceitou ofertas por R$ 1,8190 (taxa de corte). Profissionais de mercado destacam a influência significativa do mercado futuro na formação dos preços no mercado à vista. A saída de estrangeiros da Bovespa, e a reversão dos instrumentos do “hedge” (proteção) na BM&F derrubaram as cotações, mesmo com a resistência de alguns agentes financeiros, que estavam segurando os preços na barreira do R$ 1,82, visto como um “piso” informal da taxa nos últimos dias.
Outro fator que pode ter contribuído para a queda dos preços é o “retorno” das captações externas. Nesta semana, a gigante do setor de mineração Vale lançou US$ 1 bilhão em bônus de dez anos no mercado internacional para levantar capital.
Juros futuros
Os contratos de juros futuros negociados na BM&F caíram nos vencimentos de prazo mais longo. Essas taxas balizam as operações de tesouraria nos bancos e concessão de empréstimos. Ontem, a ata do Copom reforçou a visão de que a taxa básica de juros deve ser mantida em 8,75% a.a por vários meses.







