Dólar e Bolsa fecham em baixa

Em: 28 de outubro de 2015
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Dólar fechou em queda e Bovespa teve desvalorização de 0,35%, com mau humor externo

O dólar fechou em queda nesta terça-feira (27) em dia de baixo volume de negócios e com o mercado à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos), na próxima sessão.
O dólar comercial, utilizado em transações de comércio exterior, recuou 0,58%, para R$ 3,896 na venda. Já o dólar à vista, referência no mercado financeiro, ficou praticamente estável, com leve valorização de 0,04%, para R$ 3,908.
Entre as 24 principais moedas emergentes do mundo, o dólar caía somente em relação a duas -além do real, o peso mexicano. Sobre as dez divisas mais importantes do globo, o dólar se fortaleceu sobre oito. As exceções foram o iene e a coroa sueca.
Dados mistos sobre a economia americana voltaram a levantar dúvidas sobre o momento em que o Fed deverá começar a subir os juros nos EUA. Embora o mercado espere um aumento apenas em 2016, membros do BC americano não descartam a possibilidade de alta ainda neste ano.
Uma elevação dos juros nos EUA deixaria os títulos do Tesouro americano mais atraentes do que aplicações em países emergentes, que possuem risco maior. A medida provocaria uma fuga de recursos desses mercados e, com isso, encareceria a cotação do dólar.
Foi divulgado nesta sessão que a confiança do consumidor nos EUA atingiu 97,6 pontos em outubro, contra estimativas em torno de 102 pontos. Por outro lado, o número de encomendas de bens duráveis à indústria americana recuou menos que o previsto no mês passado, em 1,2%, ante expectativa de queda de 1,5%.
Internamente, o mercado seguiu cauteloso em relação ao quadro fiscal do governo brasileiro. Com a resistência no Congresso à criação de um novo imposto, o governo federal já não conta com a possibilidade de aprovar ainda neste ano a nova CPMF e avalia estendê-la também para financiar a saúde.
No meio da tarde, o dólar comercial atenuou a queda sobre o real com a notícia de que o governo brasileiro abandonou sua meta de fechar 2015 com superavit de R$ 5,8 bilhões e informou ao Congresso que sua nova previsão é encerrar o ano com um deficit primário de R$ 51,8 bilhões nas contas da União, o equivalente a 0,9% do PIB. A moeda, porém, voltou a cair em seguida.
O alívio no câmbio ajudou as taxas dos contratos de juros futuros a cair na BM&FBovespa, mas elas continuam em níveis considerados altos. O DI para janeiro de 2016 recuou de 14,260% para 14,250%, enquanto o DI para janeiro de 2021 apontou taxa de 15,730%, ante 15,920% na sessão anterior.

Ações em queda
No mercado de ações, o principal índice da Bolsa brasileira acompanhou o mau humor externo e fechou no vermelho. O Ibovespa teve desvalorização de 0,35%, para 47.042 pontos. No exterior, os mercados acionários da Europa e dos Estados Unidos recuaram.
A queda do Ibovespa foi influenciada pela perda de 2,58% das ações preferenciais (mais negociadas e sem direito a voto) da mineradora Vale, para R$ 13,98 cada uma. As ordinárias, com direito a voto, cederam 4,65%, para 17,03.
No mesmo sentido, a Petrobras viu sua ação preferencial cair 3,18%, para R$ 7,60. A ordinária teve desvalorização de 3,85%, a R$ 9,24. O banco Itaú também caiu e ajudou a empurrar o Ibovespa para baixo. Este é o papel com maior peso dentro do índice, e recuou 0,56% na sessão.
Em sentido oposto, as ações da Embraer lideraram as altas do Ibovespa, com ganho de 4,78%, para R$ 27,85. A fabricante de aeronaves reportou seu balanço financeiro no terceiro trimestre com números que agradaram ao mercado.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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