Dolar é cotado a R$ 1,79 para venda, com queda de 2,3%

Em: 28 de novembro de 2007
O Banco Central realizou novo leilão de câmbio e aceitou ofertas de dólar por R$ 1,7945 (taxa de corte)
O Banco Central realizou novo leilão de câmbio e aceitou ofertas de dólar por R$ 1,7945 (taxa de corte)

O dólar comercial foi cotado a R$ 1,793 para venda, com decréscimo de 2,3%, nos últimos negócios de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado a R$ 1,920, com declínio de 2,04%.

O Banco Central realizou novo leilão de câmbio e aceitou ofertas de dólar por R$ 1,7945 (taxa de corte). Até anteoontem, as reservas internacionais somavam US$ 177,09 bilhões.

Entre as principais notícias do dia, o Banco Central anunciou que o volume de investimento estrangeiro neste ano é o maior desde 1947, considerando os US$ 2,2 bilhões que já entraram neste mês, além dos US$ 31,2 bilhões nos dez primeiros meses.

O mercado deu uma pausa na crise creditícia e imobiliária dos EUA. Os investidores praticamente ignoraram os indicadores negativos já divulgados, que mostraram a demanda pior que o esperado por bens duráveis. O que “comandou” o tom dos negócios foram as declarações de Donald Kohn, vice-presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA).

Ele afirmou que diminuir as taxas de juros “reduzirá a carga de algumas pessoas não que tomaram as decisões corretas, mas essa gente vai continuar enfrentando as consequências de suas decisões e nós não devemos tomar a economia de refém para dar uma lição a um pequeno segmento da população”.

Na visão dos analistas do mercado financeiro, Kohn sugeriu que o Fed vai voltar a reduzir os juros básicos dos EUA -hoje em 4,50%- na reunião do comitê de política monetária marcada para o dia 11 de dezembro.

Fundo soberano

“Nos últimos dias, com essa especulação em torno do fundo soberano, o dólar subiu um pouco ‘no vazio’. E se criou a expectativa de que o Banco Central iria entrar a qualquer momento para buscar esses dólares”, avalia Luiz Carlos Baldan, diretor da corretora Fourtrade.

O governo anunciou a criação de um fundo soberano de US$ 10 bilhões para capitalizar o BNDES em 2008.

Bovespa termina dia em alta de 3,8%

A Bolsa de Valores de São Paulo recuperou uma boa parcela das perdas acumuladas no mês. Os investidores voltaram às compras com força, em meio aos sinais de que o Federal Reserve (banco central dos EUA) vai cortar os juros básicos da maior economia do planeta, para evitar uma possível recessão no ano que vem.

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa, valorizou 3,84% no fechamento e atingiu os 61.714 pontos. O giro financeiro, bastante reduzido nos últimos dias, ganhou volume e atingiu os R$ 6,5 bilhões. O dia foi positivo também entre as principais Bolsas de Valores da Europa, a exemplo de Londres (2,69%) e Paris (2,33%).

Corretores lembram que as fortes perdas dos últimos dias baratearam várias ações, abrindo o que analistas e investidores chamam de “oportunidades de compra” ontem.
A derrocada nos preços do petróleo foi um motivo adicional para o otimismo do mercado: a cotação do barril despencou 3,7% para US$ 90,94 em Nova York. Na segunda-feira, a “commodity” havia alcançado a cotação de US$ 99,11.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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