Dólar fecha a R$ 1,685, em nono dia consecutivo de queda

Em: 10 de abril de 2008
Os participantes do mercado de câmbio continuam a trabalhar com a perspectiva de juros mais altos no Brasil, o que contribuiu para derrubar as taxas na quinta-feira.
Os participantes do mercado de câmbio continuam a trabalhar com a perspectiva de juros mais altos no Brasil, o que contribuiu para derrubar as taxas na quinta-feira.

Os participantes do mercado de câmbio continuam a trabalhar com a perspectiva de juros mais altos no Brasil, o que contribuiu para derrubar as taxas na quinta-feira. Pela manhã, o preço da moeda americana chegou a bater a cotação mínima de R$ 1,678, com máxima em R$ 1,694.
O dólar comercial foi trocado por R$ 1,685 na venda, em retração de 0,23%, nas operações finais do dia. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,780, em declínio de 0,55%.
“O aumento dos juros já é um consenso no mercado, e o Banco Central tem sempre sacramentado esse consenso. E lá fora, o investidor vê o tamanho dos nossos juros, vê as nossas reservas de US$ 200 bilhões, e se anima para aplicar dinheiro aqui”, comenta Reginaldo Galhardo, gerente da mesa de câmbio da corretora Treviso.
O IPCA de março (0,48%) apontou inflação acima do esperado (0,35%), o que reforçou a tese de uma corrente de economistas que já defendia um ajuste nos juros. Essa corrente ganhou muita força nesta semana e analistas começaram a apontar uma elevação da taxa Selic de 11,25% ao ano para 11,50% ou 11,75%, “aposta” que cresceu nos últimos dias.
Com a elevação dos juros brasileiros e a tendência de queda dos juros americanos, muitos profissionais de mercado descartam apontar um piso para o preço da moeda americana. Alguns corretores notam, no entanto, uma resistência em torno da taxa de R$ 1,70, devido às volatilidades do mercado financeiro, ainda tenso com os desdobramentos da crise econômica nos Estados Unidos.
As taxas de juros projetadas para 2009, 2010 e 2011 ficaram praticamente estáveis nos negócios com os contratos futuros na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros). No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada foi mantida em 12,46% ao ano; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada cedeu de 13,27% para 13,25%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada ficou estável em 13,32%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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