Dólar fecha a R$ 1,76, alta de 0,16%

Em: 16 de março de 2010
Cautela tem sido o sentimento predominante dos agentes de mercado nos últimos dias
Cautela tem sido o sentimento predominante dos agentes de mercado nos últimos dias

Cautela tem sido o sentimento predominante dos agentes de mercado nos últimos dias. À diferença dos outros meses, não há unanimidade à vista entre os analistas sobre o resultado da reunião do Copom de desta quarta-feira, o que praticamente “travou” o mercado de câmbio doméstico, oscilando há cinco dias entre R$ 1,76 e R$ 1,77.
O dólar comercial foi vendido por R$ 1,768 nas últimas operações da terça-feira, em um avanço de 0,16%. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,771 e R$ 1,762. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,880, em alta de 0,53%.
“O mercado está ‘de lado’ esses dias sem tendência firme basicamente por causa da expectativa pelo resultado do Copom. Tem muitas operações grandes que estão paradas, porque os agentes financeiros preferem aguardar e ter certeza do que vai acontecer. O problema é que o mercado está muito dividido desta vez. Metade acha que mantém a taxa e a outra metade acha que vai subir”, comenta Luiz Fernando Moreira, da mesa de operações da Dascam.
E mesmo dentro da corrente dos que defendem um ajuste dos juros básicos – hoje em 8,75% ao ano – já neste mês, não há consenso: as apostas variam entre 0,25 e 0,50 ponto percentual. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (banco central americano) não surpreendeu o mercado financeiro mundial: manteve a “banda” de juros entre zero e 0,25% ao ano, como esperado.
O BC também não retirou a indicação de que vai manter as taxas em nível historicamente baixo “por um longo período”, como alguns temiam, apesar de apontar para uma melhora das condições econômicas.
No mercado futuro de juros, que serve de referência para os juros bancários, as taxas projetadas voltaram a ceder nos contratos de vencimento mais curto, mas subiram nos vencimentos mais longos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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